Chickenfoot
Quando foi anunciada em 2008 a formação de uma "superbanda" formada por Sammy Hagar, Michael Anthony, Chad Smith e Joe Satriani, logo pensei "Putz, lá vem outra daquelas bobagens caça-níqueis".
Obviamente, parando para pensar por apenas 1 segundo, percebe-se que nenhum dos 4 é exatamente alguém sem dinheiro e que precise de artifícios como uma reunião dessas para levantar uma grana. Logo, melhorei as expectativas, que cresceram ainda mais quando Sammy disse numa entrevista que o nome da banda seria "Chickenfoot".
Sim, nada mais recheado de galhofa e fanfarronice que uma banda se chamar Chickenfoot, especialmente numa reunião entre amigos após alguns shows no bar Mexicano de Sammy Hagar. Ou seja: rock, amizade e tequila, vindos de um bando de músicos espetaculares.
Eis que surge o álbum homônimo, após alguns meses de gravações. De cara já aviso: fazia tempo que não surgia uma álbum de Rock tão festeiro, bom, pesado, animado e brilhantemente executado como "Chickenfoot". Não há ressalva a ser feita sobre este álbum, que à primeira audição lembra fortemente os bons tempos de Van Halen - nada mais natural, afinal a voz é de Sammy Hagar e o baixo é de Michael Anthony - mas que ao longo das audições vai se dissipando e fica "apenas" a certeza de que é um grande trabalho.
A dupla Sammy/Michael já se conhecia de outras baladas, mas os grandes destaques são, sem dúvida, Satriani e Smith. Por que? Oras, Satriani é um gênio, mas um gênio que trabalha sozinho, exceção feita a alguns shows com o Deep Purple. Como se sairia numa banda? Melhor impossível. A assinatura e caracterísitca de sua guitarra está lá. Sabemos que é ele quem está tocando, mas inserido no contexto de banda, contido, inteligente, breve, prático e perfeito.
Já Chad Smith vai além. Todos o conhecem das batidas Funk/Rock do Red Hot Chilli Peppers, mas ele encara com perfeição e maestria a função de baterista de Hard Rock - faceta que eu desconhecia, ainda que o considerasse ótimo baterista - e segura a cozinha d abanda muito bem.
O álbum é uma sucessão de grandes músicas: começa com "Avenida Revolution", pesada, densa, e vai passando por faixas Hard Rock rápidas e alegres, festivas, como "Oh Yeah" e "Down the Drain", e até baladas e coisas mais leves, como "My Kinda Girl" e "Learing to Fall".
"Chckenfoot" é daqueles álbuns que vieram para fazer história. Combinação de grandes (e famosos) músicos que deu certo, espero apenas que não seja um filho-único-de-mãe-solteira, e que seja o primeiro de vários bons álbuns. O Rock precisa disso.

Precisa mesmo…
Comment by cris — July 13, 2009 @ 1:44 pm