TV, Música, Esporte e Tudo Mais

July 13, 2009

13 de Julho, Dia Mundial o Rock

Filed under: Uncategorized

Mas o Rock tem algo a comemorar?

Pode até parecer que não, mas tem sim.

A despeito das rádios e TV’s maltratarem o Rock, dando espaço a ritmos hoje mais populares, o Rock continua firme e forte, e mais firme e forte do que muitos supõem.

Ainda que não se goste - e eu não gosto mesmo - há muitos grupos Brasileiros de Rock no gosto dos adolescentes, como os indefectíveis NX Zero e companhia. Gostaemos ou não, lá estão eles impunhando suas guitarras e tocando com algum peso.

Lá fora também há uma série de bandas parecidas com estas que fazem sucesso, mesmo que seja passageiro e duvidoso. Confesso que me incomodam, pois tocam tudo na mesma altura, embolado, não dá para ouvir nem entender nada, mas a molecada gosta. E é Rock.

Um lance legal é ver uma série de cantoras que acabaram de sair das fraldas e agoram buscam o mundo pós-teen tocando pesado e fazendo um Rock bem festivo. Está lá, por exemplo, a Hannah Montada, digo, Miley Cyrus. É a volta do Grrrrrrl Power, em versão Disney!

Sem contar que os veteranos estão fazendo bonito. Os álbuns recentes de AC/DC, Metallica, REM são excelentes, além da volta do Guns ‘n Roses - com um ótimo álbum, ainda que propositalmente esquecido pela grande mídia - e mais recentemente a chegada do Chickenfoot.

Mais: muitas bandas da década de 90 estão voltando, como os emblemáticos Faith No More e Jane’s Addiction (a banda de Dave Navarro antes de virar Popstar).

Ou seja, por mais que tentem matá-lo, o Rock sempre se reinventa, e tal qual um Highlander, mantém-se vivo e eterno. Rock ‘n Roll will never die!

July 10, 2009

Twitter e os 15 Minutos de Fama na Internet

Filed under: Uncategorized

Andy Warhol foi um artista plástico que ficou famoso na década de 60 por algumas coisas. Primeiramente, por ser um dos mestres da Pop Art, estilo que misturava cores e conceitos de publicidade às artes plásticas em geral. Na música, foi mentor e financiador da banda Velvet Underground, de estilo marcante no rock dos anos 70. E por conta de uma frase: "No futuro, todos serão famosos por 15 minutos", em alusão à massificação da cultura.

Interessante como esta ideia se aplica a diversos segmentos, especialmente na cultura de massa, com celebridades instantâneas e efêmeras, cantores e bandas que se notabilizam por serem One Hit Wonders, Big Brothers e afins. Mas há um lugar onde isto se notabiliza, mas poucos percebem: a Internet.

O mais novo membro da "Galeria Andy Warhol de Febre Internética" é o Twitter. Não há celebridade ou pessoa comum que não tenham sua conta na comunidade dos 140 caracteres. Claro, tudo porque o mundo é dinâmico e precisamos estar conectados 24 horas por dia, já que somos multitarefas.

Mas, puxando pela memória - enquanto funciona - já ouvi falar coisas parecidas sobre vários outros "instrumentos" da Internet, como o Netscape, o ICQ, o MSN, o Skype, o Linux, o MySpace, Orkut, Yahoo, You Tube, Google e por aí vai. Todos surgiram como a nova maravilha do mundo virtual, os heróis da resistência, aquele sque bombardeariam os alicerces do estabilishment e das grandes corporações.

O que aconteceu com cada um deles?

Aqueles que sobreviveram, ou se transformaram justamente em grandes corporações, ou foram absorvidos por estas. Mas em geral, foram esquecidos, substituídos por novas tecnologias e novidades, novos membros da Galeria Andy Warhol, como hoje é o Twitter. E como ontem foram os blogs, como este.

Aguardem, que o ponteiro está girando. Daqui a pouco alguém inventa algo novo e o Twitter acaba incorporado a alguma plataforma, ou vira coisa de veterano, quase sem utilidade.

Chickenfoot

Filed under: Uncategorized

Quando foi anunciada em 2008 a formação de uma "superbanda" formada por Sammy Hagar, Michael Anthony, Chad Smith e Joe Satriani, logo pensei "Putz, lá vem outra daquelas bobagens caça-níqueis".

Obviamente, parando para pensar por apenas 1 segundo, percebe-se que nenhum dos 4 é exatamente alguém sem dinheiro e que precise de artifícios como uma reunião dessas para levantar uma grana. Logo, melhorei as expectativas, que cresceram ainda mais quando Sammy disse numa entrevista que o nome da banda seria "Chickenfoot".

Sim, nada mais recheado de galhofa e fanfarronice que uma banda se chamar Chickenfoot, especialmente numa reunião entre amigos após alguns shows no bar Mexicano de Sammy Hagar. Ou seja: rock, amizade e tequila, vindos de um bando de músicos espetaculares.

Eis que surge o álbum homônimo, após alguns meses de gravações. De cara já aviso: fazia tempo que não surgia uma álbum de Rock tão festeiro, bom, pesado, animado e brilhantemente executado como "Chickenfoot". Não há ressalva a ser feita sobre este álbum, que à primeira audição lembra fortemente os bons tempos de Van Halen - nada mais natural, afinal a voz é de Sammy Hagar e o baixo é de Michael Anthony - mas que ao longo das audições vai se dissipando e fica "apenas" a certeza de que é um grande trabalho.

A dupla Sammy/Michael já se conhecia de outras baladas, mas os grandes destaques são, sem dúvida, Satriani e Smith. Por que? Oras, Satriani é um gênio, mas um gênio que trabalha sozinho, exceção feita a alguns shows com o Deep Purple. Como se sairia numa banda? Melhor impossível. A assinatura e caracterísitca de sua guitarra está lá. Sabemos que é ele quem está tocando, mas inserido no contexto de banda, contido, inteligente, breve, prático e perfeito.

Já Chad Smith vai além. Todos o conhecem das batidas Funk/Rock do Red Hot Chilli Peppers, mas ele encara com perfeição e maestria a função de baterista de Hard Rock - faceta que eu desconhecia, ainda que o considerasse ótimo baterista - e segura a cozinha d abanda muito bem.

O álbum é uma sucessão de grandes músicas: começa com "Avenida Revolution", pesada, densa, e vai passando por faixas Hard Rock rápidas e alegres, festivas, como "Oh Yeah" e  "Down the Drain", e até baladas e coisas mais leves, como "My Kinda Girl" e "Learing to Fall".

"Chckenfoot" é daqueles álbuns que vieram para fazer história. Combinação de grandes (e famosos) músicos que deu certo, espero apenas que não seja um filho-único-de-mãe-solteira, e que seja o primeiro de vários bons álbuns. O Rock precisa disso.

Get free blog up and running in minutes with Blogsome
Theme designed by Jay of onefinejay.com