Foi uma temporada irregular, e certamente não é a melhor da história da série. Mas o desenrolar dos acontecimentos levou a um final inimaginável.
Temos que dividir esta temporada em partes, ou núcleos: há o desenvolvimento do grupo de apoio (Thirteen, Foreman, Taub e Kutner), que tomou boa parte das ações, com o comportamento conturbado de Thirteen e sua doença, paulatinamente solucionado com seu relacionamento com Foreman; a frieza de Taub e suas angústias; culminando com o suicídio de Kutner. Teve estória para todo mundo e passaram a fazer parte, efetivamente, do enredo da série.
Mais para o final da temporada notamos um foco em Cameron e Chase, desde a crise de relacionamento ao casamento, nas cenas finaos do último episódio. Ainda são importantes e abrem possibilidades de aumento da participação na próxima temporada. Especialmente por conta do "núcleo duro" da série, formado por House, Cuddy e Wilson. E aqui tivemos, naturalmente, muita novidade.
Tivemos de tudo: Cuddy adotando um bebê, Wilson indo embora e voltando e House. Durante toda a temporada, o Doutor este disperso, mais preocupado com os outros que com seu trabalho. Mais que isto, ele entrou em processo de surto, especialmente após a morte de Kutner, o que incluiu desde alucinações com a falecida Amber, até a alucinação de que teria dormido com Cuddy e abandonado o Vicodin.
No fim, a solução improvável, que partiu dele próprio: internação numa clínica psiquiátrica. Muito interessante o desfecho de uma temporada irregular, mas com bons episódios, especialmente na fase final. Mas, o que esperar da próxima? Depende de como os roteiristas trabalharão esta internação de House.
Um excelente gancho, que nos deixa uma pergunta: quando começa a sexta temporada?