TV, Música, Esporte e Tudo Mais

December 22, 2008

Resumo de 2008 e Projeção de 2009

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Não gosto dessas coisas de “retrospectiva”. O que passou, passou. Se foi bom, ficou na memória, e se não foi, já nem lembro mais.

Por isso prefiro projetar 2009 para ver se é possível ter um ano melhor, por melhor que 2008 tenha sido.

Em termos de TV, não espero nada de mais. Não há eventos significativos como foram as Olimpíadas de Beijing ou mesmo as Eleições Municipais. Será um ano de ajustes e preparativos para 2010, ano de Copa do Mundo e Eleições Presidenciais.

Vale lembrar o fiasco da TV Digital. Ninguém viu! Mas um dia será fundamental, pode esperar.

Falando em Séries de TV, 2008 foi um ano bacana para elas na TV Aberta no Brasil. A Record em grande escala e o SBT em menor, fizeram um papel interessante ao lançar várias em suas grades. O Brasileiro que não tem TV Paga pode sentir o gosto da qualidade dos textos e atuações, mesmo dublado.

Nenhuma grande novidade nesta temporada. Muitos canais resolveram adiar lançamentos para 2009 e o que temos são novas temporadas de séries antigas.

Com relação a Música, três destaques: os lançamentos de AC/DC, Metallica e o retorno - triunfal, na minha opinião - do Guns n’ Roses. De posse desses álbuns é hora de relaxar, aumentar o volume e esperar 2009.

Um 2009 que não deve ser fácil pra ninguém. A crise financeira que teve início real em Setembro passado deve se acirrar em 2009. Não tenham dúvida de que teremos desaquecimento, aumento do desemprego e um período mais difícil para todos. Bom senso e parcimônia nos gastos são bem vindos.

Ao mesmo tempo teremos a posse de Barack Obama nos EUA. Uma luz no fim do tunel.

Mas, o que tudo isso tem de relevante? Nada. E tudo. Relevante é o que nos torna melhor, o que nos faz crescer, o que nos atinge de alguma forma, para o bem e para o mal. Divirta-se, guarde lembranças de coisas boas que você vir na TV, ou ouvir no rádio. E dê um “del” em todo o lixo que tentarem te empurrar.

Ouça os outros, mas tenha sua opinião.

Feliz 2009!

PS: é possível que o blog entre em férias por alguns dias. Mas posso voltar de vez em quando.

December 19, 2008

Dexter - 2ª Temporada

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Ontem foram ao ar os 2 episódios finais da 2ª temporada de “Dexter”, no FX.

Esta temporada foi marcada por uma evolução significativa na série. Na 1ª temporada fomos apresentados ao personagem, que sempre apareceu mais pelo lado “justiceiro” e simpático da sua personalidade, com alguns conflitos, mas tudo muito bem administrado por ele.

Agora, Dexter esteve por toda temporada em apuros, em constante questionamento e perigo. Depois da Polícia ter ciência da existência de seu cemitério particular, ele se questionou, se sentiu acuado, perdido.

Foi uma temporada mais tensa, com mais drama e suspense, muitas reviravoltas, mas a mesma atuação brilhante e inquestionável de Michael C. Hall no papel de Dexter. Dava para sentir suas aflições pelo olhar, pelo tom de voz. Genial.

Além disso, tivemos algumas tramas paralelas, especialmente com a irmão de Dexter, Debbie, que foram suficientes para amenizar a trama principal.

O melhor da temporada foi ver que Dexter, após a auto-crítica, seus dramas e medos, e a descoberta de que seu pai se matou após ver a sua primeira vítima, voltar a ser o velho Dexter, frio, calculista e…afável!

Grande série e ótima temporada.

December 15, 2008

Aposta Paga

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Ontem fiz o pagamento da aposta que tinha com o Eder, do Anônimos Secretos. Sim, ele acreditou mais no São Paulo que eu e ganhou os brigadeiros com Coca Zero que apostamos. Ainda bem!

Esteve lá com a namorada, mais a Roberta e a Cris.

Infelizmente tivemos que ficar pouco tempo, porque a Joana precisava ir para casa, pois estava na hora do jantar da Pequena. Eu e a Ariane - minha outra Pequena! - ficamos muito contentes em conhecê-los pessoalmente. E fica o convite para uma próxima, com mais tempo!

Guns n’ Roses: “Chinese Democracy”

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Há muito para se falar sobre “Chinese Democracy”.

Vamos abstrair e imaginar que este álbum saiu 2 ou 3 após o anterior, e que se trata de uma banda apenas “normal”. Após ouví-lo, a melhor definição que poderia dar é: “álbum heterogêneo, irregular, um pouco confuso, com algumas boas canções”.

Voltemos à realidade. Estamos falando de um álbum que saiu uns 15 anos após o anterior, e ainda que a banda não seja a mesma, trata-se de um mito chamado Guns n’ Roses e que continua liderado por um dos maiores frontman da história do rock, Axl Rose. Ou seja, de cara, não é um álbum qualquer.

Podemos somar a isto as diversas datas de lançamento anunciadas ao longo desse tempo, as trocas de produtores e músicos, os shows cancelados, os realizados e os “vazamentos” pela internet. De fato, não é um álbum comum.

Vamos retomar a linha do tempo da banda. Depois da crueza de “Apetitte for Destruction”, a banda veio com “Use Your Illusion”, claramente num movimento de modernização do som, com mais complexidade e alguns experimentos. “Chinese Democracy” segue a linha evolutiva da história musical de Axl Rose.

O álbum é, de fato, irregular e heterogêneo. Possivelmente culpa do tempo que demorou para ser finalizado e pelas diversas influências pelas quais Axl passou durante este tempo. Além disso, outro aspecto interessante que contribuiu para isto é a quantidade de músicos que participou deste álbum , especialmente os guitarristas. Isto tirou um pouco o sentido de “banda”, mas propiciou que cada parte do álbum tivesse uma “cara própria”.

Há um pouco de tudo em “Chinese Democracy”: de rocks vigorosos como a faixa-título, passando por “I.R.S.” e “Scrapped”, grandes baladas como “Sorry”, “Catcher in the Rye” e “This I Love” e músicas que são parte do processo de experimentação de Axl, como a ótima “If the World”, “Madagascar”. Sem contar a melhor de todas, justamente a que simboliza o álbum: “Better”, um Hard Rock moderno, se assim pudermos chamar.

“Chinese Democracy” é um álbum que cresce quanto mais se ouve. E quanto mais se ouve mais homogêneo ele fica. Não é o Guns n’ Roses cru de “Apettite”, mas se aproxima daquele de “Use Your Illusion”. É um processo evolutivo, que acabou se perdendo por conta do tempo que demorou para ser lançado. O impacto seria muito maior caso viesse a público muito antes. Recortes de eletrônica, faixas com guitarra industrial, colagens.

Quando vejo este Guns n’ Roses e comparo com o que o Velvet Revolver vem fazendo, tenho a certeza de que não é Axl que sente falta de Slash e Izzy, mas sim são estes que deveriam estar à procura de um novo Axl.

Falando nisso, a banda que acompanha Axl é muito boa, com destaque para o baterista Brain e para dois dos guitarristas, Bumblefoot e Buckethead.

“Chinese Democracy” é um álbum que merece sua atenção. Axl Rose demorou, mas voltou com força e personalidade. Não sei se vai salvar o rock, mas tem consistência pra isso. Alguém falou em heterogêno em algum momento? Bobagem. Só os grandes alguns é que conseguem confundir para, a cada audição, construir sua verdadeira cara.

December 12, 2008

AC/DC, Extreme, Metallica e Joe Satriani

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Estou devendo minhas impressões sobre os álbuns mais recentes dessa turma. De todos, ainda não comprei o do Extreme (”Saudade de Rock”), mas já ouví bastante AC/DC (”Black Ice”), Metallica (”Death Magnetic”) e Joe Satriani (”Professor Satachafunkilus…”).

Entretanto, depois de ler o artigo do Rafael Fernandes no site “Digestivo Cultural” - ele que também escreve no blog “Aratunga” - ví que compartilhamos das mesmas opiniões. Assim, nada mais justo que indicar a crítica que ele fez sobre esses álbuns.

December 10, 2008

Ronaldo no Corinthians

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Como Marketing, a contratação é perfeita. No campo esportivo, tenho minhas dúvidas da eficácia.

Vai vender muitas camisas, vai chamar a atenção da mídia estrangeira, vai levar torcedores ao estádio. Por quanto tempo?

Nessa atual recuperação Ronaldo chegou a comentar que pensava em encerrar a carreira, já que não conseguia se recuperar de forma que pudesse garantir condições físicas mínimas para a prática do futebol. Mas será que, do dia-para-a-noite ele se recuperou?

Se ele voltar a ter essas condições mínimas, será de grande utilidade. O problema é tê-lo no elenco, sem condições ideais, mas tendo que escalá-lo, pois “em termos de marketing”, é importante.

Recentemente o São Paulo teve atitude parecida, trazendo Adriano da Europa. O resultado real foi abaixo das expectativas, visto que o desempenho do time foi ruim enquanto esteve em campo. Não foi campeão, ainda que o atleta tenha se recuperado fisica e tecnicamente. Mas o clube vive de títulos e não de marketing.

Quando os meios não estão associados aos fins, alguma coisa está errada.

December 8, 2008

Justiça Sem Limite: O Fim de Uma Obra-Prima

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Vai ao ar hoje, nos EUA, os dois últimos episódios da série Justiça Sem Limites. Será o encerramento de sua 5ª temporada, que marca a despedida da TV da dupla Alan Shore e Danny Crane.

Se você já conhece a série, que no Brasil é apresentada pela Fox e está na 4ª temporada, já sabe sobre o que estou falando. Se não conhece, me permita algumas palavras.

Justiça Sem Limites - o título em português para “Boston Legal” - é uma série de advogados e tribunais, que viaja entre o drama e a comédia. Mas é mais que isto. Ela lida de forma escancarada com tabus americanos, pondo o dedo na ferida de vários assuntos polêmicos, da guerra ao aborto, da discriminação racial ao uso de armas.

Há duas grandes sacadas que a tornam um marco na história da tv: textos muito bem construídos e atuações brilhantes, especialmente de James Spader - que já ganhou inclusive um Oscar - prêmio de Melhor Ator em Cannes, por “sexo, mentiras e videotape” e William Shatner. Eles são o Alan Shore e Danny Crane citados lá em cima. São dois advogados brilhantes, amigos, que se opõe nas crenças pessoais mas, mesmo asism, se gostam e se respeitam.

O ponto alto da série é sempre sua cena final, quando Shore e Crane estão sentado na sacada do edifício onde fica o escritório onde trabalham, fumando charuto e bebendo uísque, enquanto dialogam sobre o principal tema do episódio. Diálogos ácidos, que acertam em cheio a hipocrisia americana.

Sentiremos falta desta dupla. Se nunca os viu, assista na Fox, às Segundas, 21h. E depois corra para comprar os boxes em DVD. Se já os conhece, aproveite. E veja os boxes depois.

São Paulo: Hexa-Campeão Brasileiro

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Não é todo o dia que um clube de futebol conquista o campeonato de seu País. Mesmo em países onde a disputa é concentrada em 2 ou 3 times, há um revezamento razoável de campeões. Por isso os títulos são muito comemorados.

Imagine então ganhar dois títulos seguidos! Celebração em dobro, naturalmente!

Ganhar 3 vezes seguidas, então, é algo tão raro que poucos times no planeta conseguem esta façanha. Mas o Brasil tem, enfim, seu Tri-Campeão.

Num campeonato que deixou claro o nível pouco atraente do futebol apresentado no Brasil, venceu aquele time que soube ser mais regular na sua segunda metade. Dos 19 jogos perdeu apenas uma partida, e conseguiu tirar 11 pontos de desvantagem que tinha em relação ao líder no início do 2º turno.

O Campeão foi brilhante? Não, nem de longe. Mas foi pragmático, objetivo e contou com a colaboração dos adversários, que foram minguando ao longo do campeonato.

Foi o título do mais experiente, daquele que conseguiu se acertar ao longo da competição e não teve medo de ser Campeão.

December 5, 2008

Coldplay Plagiando Joe Satriani

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Da Folha Online

Guitarrista Joe Satriani acusa Coldplay de plágio

LOS ANGELES (Reuters) - O guitarrista Joe Satriani abriu processo contra a banda Coldplay, acusando os britânicos indicados ao Grammy de plagiar uma de suas músicas.

O processo, apresentado na quinta-feira a um tribunal federal de Los Angeles, alega que a música “Viva La Vida” tem “trechos originais substanciais” de “If I Could Fly”, canção instrumental lançada por ele em 2004.

O guitarrista, de 52 anos, quer que o julgamento tenha um júri, além de ser compensado por danos e receber “todo e qualquer lucro” obtido com a música que supostamente foi copiada.

A música “Viva La Vida” está indicada nas categorias “gravação principal” e “canção do ano”.

O disco mais recente do Coldplay, “Viva La Vida or Death and All his Friends”, atribui a composição aos quatro membros do grupo: o cantor Chris Martin, o baixista Guy Berryman, o guitarrista Johnny Buckland e o baterista Will Champion. O título foi inspirado numa pintura da artista mexicana Frida Kahlo.

A faixa de Satriani é do disco “Is There Love in Space?”. O advogado de Satriani não fez mais comentários sobre o caso. O Coldplay também não afirmou nada.

Pelo menos plagiaram um gênio!

December 4, 2008

Sinal dos Tempos

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Do blog Radar

BANCOS
Fim de festa

O UBS Pactual já avisou aos seus funcionários que a tradicional festa de fim de ano dos colaboradores está cancelada - a filial segue, assim, a política global do banco.

No ano passado, a atração da festa foi Ivete Sangalo - o que prova que, às vezes, a falta de festa pode ser uma opção mais agradável…

Eu sabia que a Ivete Sangalo tinha alguma coisa a ver com essa crise financeira mundial. Ninguém sobrevive incólume a uma festa regada a show desta figura.

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