Off Blog: Eleição Americana e a Mania de Entretenimento
Os Americanos são loucos por shows. Tudo na vida deles se transforma em espetáculo, entretenimento. É quase a versão moderna do “pão & circo” Romano, com a diferença que o circo é mais pomposo e o pão vem coberto com gergilim, tem uma carne no meio, muita maionese.
Tomemos alguns exemplos: os esportes que fazem sucesso nos EUA têm estrutura que permite várias paradas para as cheerleaders, para comerciais, para animação da platéia. Não podemos esquecer da Broadway e seus espetáculos grandiosos. Mesmo os filmes e séries de TV, sempre muito bem produzidos. Mesmo eventos para nós simples, como o Dia da Independência, eles tornam uma festa ímpar, com paradas, bandeiras, festas.
Como tudo é festa, as Eleições não poderiam deixar de ser. Quem acompanhou todo o processo pela mídia, desde as Convenções, deve ter percebido o caráter de entretenimento que o negócio tem. Aliás, desculpe o mal trocadilho, mas é de fato Show Business.
Nada me tira da cabeça que todo o modelo é feito para transformar o processo em show mesmo. Inteligente, inclusive, pois é uma forma de trazer o público para perto da discussão política. O Americano, como qualquer povo do Mundo, não é um ser Político. Eles, nós, e todos vivem no seu microcosmo e a Política surge de tempos em tempos, pela necessidade das eleições. Até por isso o modelo com 2 partidos majoritários, convenções que correm o País e campanhas que se transformam em espatéculos é a forma de fazer o povo ao menos ouvir o que os candidatos querem dizer.
Façamos um breve paralelo com o Brasil: enquanto aqui os políticos ainda usam linguagem robuscada, os Americanos são quase show men, tem discurso eloquente e carisma; enquanto temos o horário gratuito na TV que serve de chacota geral, eles pagam pela propaganda, e criam material de qualidade; enquanto nossas campanhas de rua resumem-se a circular por ruas sujas, eles criam eventos em ginásios, fazem comícios bem organizados; enquanto os candidatos no Brasil são escolhidos em convenções toscas, às escuras, o modelo americano é claro, participativo e culmina num evento grandioso.
Isto os torna melhores que nós? Obviamente que não, mas torna o processo mais interessante, as escolhas mais claras e possibilita que as idéias sejam apresentadas e discutidas abertamente. Ninguém pode se dizer ignorante, a não ser que esta seja sua opção.
Depois eu volto para falar sobre o resultado.

Além de tudo o americano não é obrigado a votar e por isso tornar o processo atraente o levaria as unas, será? O que eu imagino ser complicado mesmo, já viu a cédula?
Eu só iria às urnas se estivesse realmente entusiasmada com algum candidato…
Comment by cris — November 7, 2008 @ 10:23 am
Sem contar (até complementando o comentário do post anterior) que a liberdade de imprensa é totalmente respeitada. E isso é apenas um detalhezinho… Completando o comentário da Cris: Já viu as cédulas?! e já viu as urnas?! São uns tuppawares grandões com tampas vermelhas ou azuis. Muito bizarro.
Comment by eder — November 13, 2008 @ 3:42 pm