TV, Música, Esporte e Tudo Mais

October 29, 2008

Highway To Hell

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O AC/DC é uma das bandas mais emblemáticas do Rock. Seu ar debochado e suas músicas festeiras os tornam um dos grandes ícones da indústria.

Para se ter uma idéia da importância da banda, o álbum “Back in Black” é o 2º mais vendido da história, com mais de 22 milhões de cópias, atrás apenas de “Thriller”, de Michael Jackson.

E mais: o AC/DC vende cerca de 2 milhões de CDs anualmente, mesmo na era do mp3 e não tendo lançado nada novo desde 2000!

Mas há uma curiosidade que poucos conhecem: o AC/DC é a banda das crises econômico-financeiras. Por que?

Porque ao longo de sua carreira sempre que há uma crise relevante na economia mundial, lá estão eles lançando álbum novo e tomando o topo das paradas. Olhe isto:

- 1980 - BACK IN BLACK - Inflação na Inglaterra chega a 20% ao ano e desemprego bate recorde histórico. O álbum fica semanas em 1º lugar em vendas.

- 1990 - THE RAZOR’S EDGE - Recessão mundial provocada por crise imobiliário. E novamente o AC/DC tem álbum liderando as vendas.

- 2008 - BLACK ICE - Nem preciso falar sobre a crise, e o novo lançamento da banda é 1º lugar na Inglaterra.

Mas há um ingrediente adicional: os demais álbuns da carreira da banda, ainda que ótimos e com boas vendas, jamais alcançaram o topo das paradas! Ou seja, em épocas de crise as pessoas ouvem mais AC/DC. Ou, pensando de outra forma, sempre que a banda lançar álbum novo, cuidado! Uma crise pode estar a caminho!

October 22, 2008

Guns n’ Roses: será que agora “Chinese Democracy” sai da gaveta?

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Parece que a longa espera dos fãs do Guns n’ Roses deve chegar ao fim. Está marcado para o dia 23 de Novembro o lançamento do mais que aguardado novo álbum da banda, “Chinese Democracy”.

A mais relevante pista de que finalmente o álbum será lançado é a divulgação oficial da música “Chinese Democracy”, inclusive para donwload em algumas rádios Americanas.

Outra: foi fechado um acordo com a rede de varejo Best Buy, que comercializará o álbum com exclusividade, que inclusive divulgou as músicas que o compõem:

“Chinese Democracy”
“Scraped”
“Shackler’s Revenge”
“Street Of Dreams”
“If The World”
“Better”
“This I Love”
“There Was A Time”
“Riad N’ The Bedovins”
“Sorry”
“I.R.S.”
“Catcher”
“Madagascar”
“Prostitute”

Agora é esperar que, de fato, desta vez a coisa aconteça. Ainda acredito que o Gn’R vai salvar o Rock. Salvar não, porque ele não precisa ser salvo; vai trazer o Rock de volta à grande mídia.

October 21, 2008

Audiência TV Paga - Junho/08 e a Estratégia dos Canais

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Discute-se muito a audiência da TV Aberta, dado seu elevado alcance populacional e por conta do volume financeiro que movimenta.

Entretanto, a TV Paga tem crescido em relevância no país, atingindo cerca de 5,8 milhões de assinantes, o que convenhamos, não é um número desprezível.

Mais: a TV Paga desperta certas “paixões” que remetem a remetem ao futebol! Há grupos tão envolvidos com determinados temas, que fazem das discussões sobre programação uma verdadeira batalha campal, algo de vida-ou-morte.

Dentre esses grupos há alguns destaques:

1) os amantes de Séries, que se dividem em 1.1) amantes de Séries Legendadas;
1.2i) amantes de Séries Dubladas;

2) amantes do SportV

3) amantes da ESPN Brasil;

4) amantes de Filmes, que se dividem entre 4.1) amantes de Filmes Dubladas e 4.2.) amantes de Filmes Legendados;

5) amantes da Sony, da Warner, do AXN, do Universal Channel;

6) revoltados com a Fox;

E por aí vaí!

Isto leva os pessoal a discutir de forma inflamada desde a decisão da Fox em dublar sua programação, até a mudança de grade da Warner, ou a opção da TNT de transmitir uma Série em horário pouco usual.

Eu até faço parte do grupo que gosta de Séries, preferencialmente legendadas, mas não faço delas um objetivo de vida. Se consigo ver, ótimo. Se for legendada, melhor ainda. Se não consigo ver, paciência. Minha vida não mudará por conta disso.

Mas respeito os que pensam e agem de forma diferente. Afinal, o Mundo não gira ao meu redor e, em geral, sou eu quem tem que se adaptar à vida lá fora, e não o contrário.

De qualquer forma, é interessante a forma vigorosa como algumas pessoas questionam decisões estratégicas e comerciais de alguns canais, simplesmente em função de seus gostos pessoais. Foi assim quando a Fox resolveu dublar sua programação - também achei ruim, também fiz campanha contra, mas entendi a decisão do canal - e está sendo assim com a Warner, que optou por atrasar a nova temporada - ou estréia - de algumas Séries, e optou por aumentar o número de filmes em sua programação.

Antes de criticar de forma vêemente a Warner, gostaria de ouvir a justificativa da Direção do canal, que ainda desconheço. E independentemente de concordar ou não, a emissora é uma empresa privada, que visa lucro. Se optou por algo que pode atrair mais audiência, bingo! Significa, inclusive, que a maioria das pessoas prefere algo diferente de mim. E a maioria, num modelo democrático, deve prevalecer.

Apenas como referência, segue a audiência dos canais pagos em Junho/08. Depois, alguns comentários.

1) TNT - Filmes Dublados - 10,68%
2) SporTV - Esportes - 8,62%
3) Fox - Filmes e Séries Dublados - 7,43%
4) Universal Channel - Filmes e Séries Legendados - 7,37%
5) Multishow - Entretenimento - 7,34%
6) Globo News - Jornalismo - 7,22%
7) AXN - Filmes e Séries Dublados - 7,11%
8) Warner Channel - Séries e Filmes Dublados - 6,87%
9) Discovery - Jornalismo - 6,87%
10) Cartoon Network - Desenho - 5,89%
11) Telecine Pipoca - Filmes Dublados - 5,80%
12) NatGeo - Jornalismo - 5,61%
13) Discovery Kids - Desenho - 5,06%
14) HBO - Filmes Legendados - 4,85%
15) SporTV 2 - Esportes - 4,76%
16) Sony - Séries Legendadas - 4,66%
17) GNT - Entretenimento - 4,64%
18) Telecine Action - Filmes Legendados - 4,47%
19) Telecine Premium - Filmes Legendados - 4,35%
20) ESPN Brasil - Esportes - 4,22%

Quando olhamos TNT e Fox entre os 3 primeiros, fica clara a preferência do público por programação dublada. Por mais que discorde disso, é fato. Assim, como criticar a decisão da Fox?

Além disso, quando vemos a Warner adicionando filmes à sua programação, basta olhar a Universal Channel, que tem mais filmes que Séries em sua grade, para ver onde a Warner mira. Boas Séries, em horários selecionados, e filmes.

E o Telecine? O canal de maior audiência é, surpresa!, o de filmes dublados!

Não sei se está claro, mas ainda que eu discorde de uma coisa ou de outra, como questionar a decisão de um canal sobre sua programação, especialmente quando o resultado é favorável a esta mudança?

A arma de quem não gosta é o controle remoto. No caso de alguns, os downloads. No meu caso, é a opção por outras alternativas de diversão.

A Imprensa e o Caso de Santo André

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O papel da Imprensa é informar, ainda que para isto, vez ou outra faça uma investigação. Afinal, a boa informação muitas vezes é obtida nos detalhes, cavando nos lugares mais inóspitos.

Papel de Polícia quem tem que fazer é a Polícia.

Mas a Imprensa Brasileira insiste em ser mais que Imprensa. Em busca de audiência a todo custo revela um lado sórdido e nojento, fantasiada de boa moça.

O episódio do sequestro de Santo André é uma das marcas mais idiotas da história da Imprensa no Brasil. Ao entrevistar o bandido que mantinha as meninas em cativeiro, as redes Globo, Record e Rede TV! resolveram ser Polícia e, com toda a “capacidade” e “inteligência” de jornalistas (?!?!) “preparadíssimos” para o papel de negociadores, foram cutucar um imbecial e resolveram transformá-lo em Celebridade. Nada mais natural numa época em que outros tantos imbecis são transformados pela Imprensa em Celebridades instantâneas.

Se isto foi mais ou menos nocivo ao caso, não sou especialista para dizer. Mas já que a Imprensa acredita no seu poder supremo, na sua capacidade de ação acima do bem e do mal, me dou ao direito de acreditar que foi sim nocivo.

É só mais um episódio que mostra a ruína moral de um País tomado pela estupidez.

October 20, 2008

Este ainda é um Blog sobre Entretenimento

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Sim, não parece, mas é!

Depois eu volto para falar sobre amenidades, mais ainda dar alguns pitacos sobre os problemas da Economia.

October 10, 2008

Crise Financeira: Considerações Finais

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Espero ter ajudado de alguma forma a tornar um assunto tão chato, mas tão relevante no nosso dia-a-dia, mais compreensível. A idéia foi mostrar que há algo ruim chegando e é bom estar atento.

Dividirei estas Considerações Finais em blocos, como forma de pontuar os diversos aspectos que o assunto envolve.

A PROFUNDIDADE DA CRISE

A crise é grave e profunda, mas ninguém ainda sabe exatamente onde ela vai dar. Como dizem por aí, há uma grande chance de encontrarmos um alçapão no fundo do poço. Mas não há dúvidas de que é a crise mais grave que o Mundo enfrenta desde a Grande Depressão Americana de 1929.

O pior é que ainda estamos apenas nos primeiros sintomas. A crise de Crédito e Confiança que vemos hoje, com as oscilações de Bolsa e Dólar devem se transformar em desaceleração da economia mundial, com possível recessão. Ou seja, menos consumo, menos emprego.

Mas tudo é incerto e pode ser mais ou menos grave que isto de acordo com a forma de atuação dos Governos. Por isso, estar informado do andamento das coisas é importante, para mensurar o quanto isto pode afetar cada um de nós.

OS CULPADOS

Não é hora nem há necessidade em apontarmos culpados. A gravidade da crise é diretamente proporcional aos anos de forte crescimento mundial que vimos recentemente. Para culpar os banqueiros americanos e o Bush é preciso antes lhes dar o crédito pela sólida condição da economia Brasileira hoje.

Se temos condições de suportar esta crise é porque aproveitamos (menos do que podíamos, diga-se de passagem) o elevado consumo dos EUA, da China, da Europa e aumentamos exportações, recebemos investimentos.

Qualquer comentário diferente disso é má-fé ou ignorância.

CENÁRIO PARA O MUNDO

Este pânico tende a durar mais algumas semanas. Acredito que quando o pacote de salvamento Americano entrar em ação, associado a pacotes Europeus, as coisas se acalmem.

Acalmar não signifca que melhore.

O Mundo deve sentir algum desaquecimento da Economia, ainda sem idéia do tamanho desse desaquecimento. Vai depender do resultado dos pacotes e, especialmente nos EUA, de como o novo Presidente vai lidar com a crise.

O mais provável é que as Economias Americana e Européias sofram uma retração de 2% a 3%. Mas o que significa “retração”?

Quando se tem “crescimento”, significa que o País gerou mais riqueza. Significa que produziu mais, que vendeu mais. Isto significa que as indústrias produziram mais, empregaram mais, mais pessoas consumiram, houve queda de desemprego. Pensem no que vimos no Brasil nos últimos meses: recorde de produção e venda de carros, de construção e venda de imóveis, de venda de eletroeletrônicos, de gastos com viagens.

Logo, quando falamos em “retração”, é o oposto. Ou seja, com menos dinheiro haverá menos consumo, menos produção, desemprego.

Assim, 2009 tem cara de ano difícil para o Mundo. E ano difícil para o Mundo é ano difícil para o Brasil.

GLOBALIZAÇÃO

O processo de Globalização tem sua faceta perversa num momento como este.

Quando do início do processo muitos criticavam, mas por incapacidade de entender o modelo. Globalização é quebrar fronteiras. Neste sentido, os países desenvolvidos, em busca de custos mais baixos, transferiram boa parte de sua produção industrial para países em desenvolvimento. Assim, o salário de um Alemão ou Americano foi trocado por um Indiano ou Chinês, obviamente mais baixos, Isto favoreceu o crescimento do consumo dos desenvolvidos e ajudou muito a economia dos em desenvolvimento. Afinal, gerava aumento do emprego em regiões populosas, levando crescimento e melhores condições sociais.

Entretanto, ao abrir fronteiras industriais, abriram-se as fronteiras financeiras. O que isto significa? Significa que não há mais proteção contra crises como esta que vivemos. Já não existe “crise asiática” ou “crise russa”. O que existe é “crise global”.

CENÁRIO PARA O BRASIL

Não esperem nada animador. O final de 2008 já será difícil. Há enorme falta de dinheiro no mercado, seja para as indústrias, seja para as pessoas físicas (consumidores). O reflexo disso é redução no consumo, com redução do ritmo de crescimento.

Algumas indústrias sofrerão mais, como as de bens de consumo (veículos, eletro-eletrônicos) e lazer (turismo). Mas a economia como um todo sofrerá um aperto. Os exportadores terão menos encomendas externas; isto reduz o volume de dinheiro em circulação no País e, consequentemente, crescimento menor; a partir daí, menos consumo e menos emprego.

Se ficarmos apenas no “menos” será ótimo. O problema é o cenário se transformar em “queda”. Mas isto vai depender de duas coisas: das condições dos mercados externos e da forma como o Governo pilotará a crise.

Alguns pontos importantes para o Brasil:

- DÓLAR: deve se ajustar num patamar mais baixo, da ordem de 1,90. O Governo precisa agir rápido, pois há muitos produtos no Brasil que têm seus preços associados ao dólar. Se ficar muito alto, pode gerar inflação. Basta vocês observarem a quantidade de produtos importados nas gôndolas dos supermercados. Era mais barato importar que produzir localmente. Isto vai mudar.

- INFLAÇÃO: a principal componente será o dólar. Se estabilizar em 1,90 o impacto será pequeno. Os outros componentes são favoráveis a uma inflação mais baixa, pois os preços gerais estão caindo, com a redução no consumo geral.

- JUROS: devem cair mais rapidamente para equilibrar o menor crescimento. No pior cenário, fica onde está.

- EMPREGO: com crescimento menor, desaquece o mercado de trabalho. Não acredito em desemprego, mas em redução na velocidade de contratações.

- INVESTIMENTOS: opte por uma combinação de Renda Fixa com DI. Mas deixa uns 10% a 15% para colocar na Bolsa de Valores. As ações ficaram muito baratas e, no longo prazo, devem se recuperar. Opte por fundos de investimentos em ações, ou ações da Petrobrás, Vale, Bradesco e Itaú. Todos agentes sólidos em qualquer situação.

FINAL

Dizem que “o Mundo não será mais o mesmo depois dessa crise”. Mas isto vale para os Americanos e Europeus, em especial. Para nós Brasileiros a situação fica ruim agora, mas não sofreremos grandes alterações em nosso dia-a-dia, a não ser as já citadas. Nosso modo de vida é muito diferente do deles, e esta crise existe justamente porque eles vivem de uma forma diferente, mais endividados. O Brasileiro vive mais apertado, sempre esperando o pior. Sofreremos, mas menos que aqueles que terão que rever os conceitos de vida.

De qualquer forma, insisto: atenção aos gastos e dívidas. A profundidade e gravidade da crise ainda estão longe de serem compreendidas e medidas.

Obrigado aos que passaram por aqui. Espero ter ajudado de alguma forma. Se tiverem dúvidas ou quiserem abordar algum assunto específico, me falem. Se houver necessidade de mais informações, volto ao assunto.

Se algum tópico sair da página inicial, procurem nos links ao lado.

October 9, 2008

História das Crises

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Que o Mundo vive de ciclos, acredito que todos já saibam. O que passou hoje retornará um dia, no futuro.

Isto também vale para a Economia, obviamente. Por isso, em caráter ilustrativo, segue um cronograma de crises mundiais. Mera curiosidade.

- 1720: Quebra na Grã-Bretanha em dezembro, depois de uma onda de especulação que provoca a queda da companhia marítima do Sul e do banco Law.

- 1882: ‘Crack” do banco católico francês Union Générale. Bolsas de Lyon e Paris despencam, França entra em crise econômica.

- 1929: Quinta-feira negra em Wall Street. No dia 24 de outubro, o índice Dow Jones da bolsa de Nova York perde mais de 22% em suas primeiras horas de sessão, apesar de se recuperar ao longo do dia e fechar em -2,1%. Em 28 de outubro cai novamente em 13% e no dia 29, em 12%. Essa crise obriga o fim da especulação da bolsa e marca o início da grande depressão dos Estados Unidos e de uma crise mundial que afeta especialmente a Europa.

- 1987: Wall Street desmorona no dia 19 de outubro depois da divulgação de dados que mostram um importante déficit comercial e um aumento das taxas de juros do Banco Central alemão. Em um dia, a Dow Jones perde 22,6% e outros índices registram importantes perdas, mostrando a interdependência dos mercados mundiais. Trata-se do primeiro “crack” da era da informática.

- 1998: Agosto negro na Rússia. O rublo (moeda do país) perde cerca de 60% do seu valor em onze dias. A Rússia vive uma crise econômica e monetária vinculada em parte à crise asiática de 1997.

- 2000: A bolsa eletrônica vive sua primeira grande crise. O índice Nasdaq, que concentra os valores de internet e de tecnologia, cai 27% nas duas primeiras semanas de abril e perde 39,3% em um ano. Essa queda repercute em todos os mercados vinculados à Nova Economia.

- 2001: Os atentados de 11 de setembro nos Estados Unidos, que deixam mais de 3.000 mortos, provocam o fechamento da bolsa de Nova York durante uma semana. Em sua reabertura, o índice Dow Jones sofreu a maior perda em pontos de sua história, de 684,81 pontos.

- 2002: A falsificação das contas da empresa americana Enron e a fraude do grupo de telecomunicações Wordcom desestabilizam as bolsas do mundo. Os mercados registram quedas inéditas: Frankfurt perde -43,9%, Paris -33,7% e Londres -24,8%.

- 2008: As conseqüências da crise dos “subprime”(créditos hipotecários de alto risco) nos Estados Unidos se propagam aos mercados financeiros americanos e mundiais. Nos nove primeiros meses do ano, os principais índices perdem mais de 25%. A crise se agrava no início de outubro com quedas de quase 10% em vários mercados mundiais na segunda-feira 6 de outubro

October 7, 2008

Momento Relax: Duas Estórias Sobre Sapatos Brasileiros

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Depois de falar sobre Sapatos Prado num dos comentários sobre a Crise Financeira, rebatidos pelo Eder e pela Cris, lembrei de duas estóras leves envolvendo sapatos Brasileiros.

A primeira foi em 1999. Estava num shopping center em Miami, de férias. De repente vejo um casal discutir ao meu lado, em Espanhol. Como entendo a língua e estavam próximos, foi impossível não ouvir o marido, bravo, dizer:

- “Não acredito! Nós saímos da Argentina, viemos para os EUA e você me compra sapatos feitos no Brasil! Era mais fácil e barato ir para São Paulo!”.

A outra foi em 2006. Estava com minha esposa, passeando em Nova York. Anda pra cá, anda pra lá, passamos por uma loja e ela gostou de uma bota, que estava na vitrine. Disse para andarmos mais que talvez ela gostasse de outras. Tudo bem, mas não gostou de nada. Logo, era o último dia lá e tivemos que voltar correndo na loja. Experimentou, gostou e comprou. Daí disse:

- “Se fosse no Brasil, pagaria uma fortuna! Sem contar que nunca acharia uma bota dessas lá”.
Foi quando peguei a bota e, como de costume, fui ver onde é feita. Bingo! “Made in Brazil”. O pior é que ela tinha razão: o valor pago era imensamente inferior ao custo de um sapato semelhante no Brasil. Pensei em repetir a frase do Argentino, mas como o preço era realmente bom, deixei pra lá.

Moral das Estórias: nenhuma. São só curiosidades envolvendo sapatos Brasileiros.

Crise Financeira: Efeitos Práticos para o Brasil

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E o que essa bagunça toda tem a ver com o Brasil? Nada. E tudo.

Nada em termos de origem. Mas tudo em termos de reflexo.

O Sistema Financeiro Mundial (SFM) é globalizado. há interligação entre todas as partes, países, bancos, fundos de investimentos, Governos, Bolsas, empresas e o que mais se imaginar. Aliás, falando em imaginar, imagine uma sistema circular contínuo, como uma bicicleta, por exemplo. Cada pedalada que se dá faz com que a correia gire e movimente a roda. O SFM é assim.

Um exemplo que se pode dar é o seguinte:

- Uma aposentada lá da Califórnia tem seus recursos aplicados num Fundo X.

- Este Fundo aplica este recurso em diversos lugares: compra ações da IBM, coloca num Fundo do Banco D na Alemanha, compra ações da Petrobrás no Brasil;

- A IBM investe em fábricas na China, o Banco D empresta dinheiro para o Banco K na Índia e a Petrobrás constrói unidades na Bolívia;

Ou seja, o dinheiro da aposentada da Califórnia foi parar em 6 lugares!

O Brasil, como no exemplo acima, é um dos tantos lugares que recebe dinheiro, assim como repassa dinheiro. Muito dos financiamentos que Bancos Brasileiros fazem para empresas no Brasil são feitos com dinheiro vindo de fora. São bancos estrangeiros querendo se aproveitar da elevada taxa de juros que se paga no País, enquanto que para os Bancos e Empresas Brasileiros, a taxa paga é atrativa.

Pois bem, como vimos ao longo destes comentários, o dinheiro secou no Mundo. Europa e EUA estão recolhendo o máximo de recursos que podem para honrar seus compromissos, e já não emprestam dinheiro para Bancos e Empresas Brasileiros. É que o chamamos de falta de Liquidez.

Com menos dinheiro vindo do exterior, os Bancos Brasileiros decidem parar de emprestar o que têm em Caixa, reservando os recursos para pagar suas próprias dívidas e manter abastecidos seus Clientes Pessoa Física.

Este é o principal problema enfrentado pelo Brasil: falta de dinheiro. Se os Bancos não financiam empresas, estas não conseguem comprar matéria-prima; sem matéria-prima, não produzem e não vendem; sem vendas, não recebem; sem receber, param; paradas, não pagam suas dívidas.

Agora imaginem esta situação se repetindo em diversas empresas ao mesmo tempo. O resultado é uma forte desaceleração da economia, com desemprego e recessão.

Por isso o Governo tem indicado que colocará recursos à disposição das empresas, como forma de manter a economia real funcionando, ainda que de forma mais lenta.

Esqueçam as Bolsas e mesmo o Dólar. O problema real que enfrentamos é a falta de Crédito, de dinheiro. Já podemos ver que as financeiras não oferecem mais crédito abundante e que os carros são financiados em prazos mais curtos.

Há solução?

Sim. Mas não no curto prazo. A solução passa por uma calmaria no mercado internacional e o fim da crise de confiança, de forma que o fluxo de dinheiro volte a circular. Neste momento, a bicicleta parou, e só volta a circular quando alguém, de fôlego recuperado, der a primeira pedalada.

Por isso disse, lá atrás, que enfrentamos uma crise grave e tempos bicudos virão. Pode durar poucos meses, mas tende a durar um bom tempo. Paciência e cautela são boas formas de enfrentarmos a crise. Sem desespero, mas preservando seu dinheiro. Afinal, ele não aceita desaforo, e num momento como este, ainda menos.

Está acabando. Mais tarde venho com minhas considerações finais.

October 6, 2008

Crise Financeira: o Dólar

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Parece que o tempo de viagens ao Exterior para fazer compras está indo embora. Se isto não é uma verdade absoluto, é uma verdade que vale para este momento, já que a cotação do Dólar circula a casa dos R$ 2,20. E pensar que a poucos dias esta cotação estava na casa dos R$ 1,60…

Mas o que gerou este salto todo? Isto é um problema?

Sim, isto é um problema que eu explico mais abaixo. O importante é entender o que levou o Dólar às alturas em tão pouco tempo. Mas antes, uma explicação sobre Fluxo Cambial, que facilitará o entedimento:

- A moeda corrente no Brasil é o Real, isto todo mundo sabe. Mas, a “Moeda Universal”, que facilita as transações entre Países é o Dólar, por ser representativa da maior e mais robusta (?!?!) economia do Mundo.

- Quando um investidor resolve colocar dinheiro no Brasil, ele traz Dólares. Mas estes Dólares não podem circular internamente, comprar ações, investir em empresas e etc. Para entrar no País este investidor VENDE Dólares para o Banco Central, que entrega Reais para ele numa conta Brasileira. Da mesma forma, quando precisa retirar dinheiro do Brasil, os investidores VENDEM Reais e COMPRAM Dólares para colocar em suas contas no exterior.

- Como estamos falando de uma relação de Compra e Venda, a taxa de câmbio varia - ou “flutua”, como dizem no Mercado - se há mais Compra ou Venda. É a mesma lei da Oferta e da Demanda das Ações: quanto mais Dólares entram no País, mais o preço cai (pois estão vendem mais); quanto mais Dólares saem do País, mais o preço sobre (porque estão comprando mais).

Neste sentido, lembram que os investidores estão vendem ações para fazer dinheiro e remeter para fora do Brasil? Pois bem, estão COMPRANDO mais Dólares e isto faz com que a cotação suba.

Logo, a Crise Financeira que começou com o Setor Imobiliário nos EUA atinge a cotãção do Dólar no Brasil, elevando-o às alturas, e atrapalhando a viagem de muita gente que gostaria de conhecer o Mickey, deixando-os com cara de Pateta. Ah, e aqueles que queriam ir a Nova York comprar sapatos Prada, também.

Daqui a pouco eu volto para falar dos efeitos práticos da Crise para o Brasil.

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