The Cure - “Kiss Me, Kiss Me, Kiss Me”
Um dos álbuns menos comentados da sólida carreira do The Cure é “Kiss Me, Kiss Me, Kiss Me”. Crítica e fãs não medem esforços em elogiar “Pornography”, “The Head on the Door”, “Disintegration” e “Wish”, mas raramente falam de “Kiss Me”. Não entedo.
Lançado em 1987, logo após a coletânea “Standing on the Beach - Staring at the Sea”, “Kiss Me” foi mais uma das grandes sacadas de Robert Smith. Afinal, era o início da era do CD em detrimento ao vinil. E como o CD permitia maior quantidade de músicas, é um álbum longo, com 17 faixas, que no formato vinil foi um álbum duplo!
Apesar de apenas 3 faixas terem atingido algum sucesso radiofônico, “Kiss Me” traz grandes momentos da banda. Canções da linha melancólica mais “Cureana”, como a longa abertura de “The Kiss”, “How Beautiful You Are”ou “The Snakepit”, passando por momentos de êxtase e alegria profundas, como a espetacular “Why Can’t I Be You?” e seus metais e “Hot, Hot, Hot!!!”. Há canções de algum peso, como “Shiver & Shake” ou a quase balada-folk “The Catch”.
Mas há uma pérola, das maiores canções Pop da história: “Just Like Heaven”. Sensível, de batida pop marcante e teclados pontuando-a precisamente, é impossível ouví-la sem se emocionar.
Quem gosta de Pop/Rock precisa ouvir “Kiss Me, Kiss Me, Kiss Me”. Quem gosta de The Cure já tem este álbum como um dos grandes da carreira da banda.

Tá bom, eu vou confessar: já houve um tempo em minha vida que eu conhecia todos os discos, todas as músicas de todo mundo que eu gostava… Acho que tô ficando velha =S
Que nada! É que vamos vendo coisas diferentes e nosso hard disk não é ilimitado!
Comment by cris — August 20, 2008 @ 4:05 pm
Desculpa Cesar, mas hoje eu vou ocupar um espaço maior qque o habitual.
Sabe que suas resenhas sempre me impressionam?! Você é preciso, condizente…as criticas caem muito bem sobre determinado album.
Pois bem. Eu tenho estudado um pouco a historia do Cure desde os primeiros anos, passando pelo fase obscura, o processo de criação e conceito da trilogia, lendo entrevistas e procurando bootlegs.
Enfim, o Cure compôs albúns que não foram lançados (teoricamente é uma lenda). As musicas que fariam parte deles foram espalhadas pela discografia da banda.
Embora isso não tenha tanta relevância, é capaz que explique o pq de “Kiss Me” não ter sido um mega sucesso.
Começandopelo fato de ser duplo. Ainda era o começo do CD e apesar da sacada de Robert Smith, os fãs não esperavam um disco “tão longo”. Outro fato é que, bem dito por você, a banda acabara de lançar uma coletânea. E sejamos sinceros, o “Kiss Me” não é o disco que você indica pra alguém conhecer o Cure.
O ponto que quero chegar, voltando às tais músicas, é esse: Especula-se que a maiorias delas acabaram no “Kiss Me”, culminando num disco eclético, com tudo que representa o Cure. Então, soa como um “Greatest Hits inédito”
Ainda tem o fato do Cure estar numa mudança de fase. Tinham lançado “The Head…” que se tornou clássico. e foi bem nessa fase que o Robert Smith pensou na trilogia. Penso que “Kiss Me” faria maior sucesso se fosse lançado antes ou até depois de “Wish”. O mesmo ainda não se aplica ao “The Top” que foi lançado entre “Pornography” e “The Head on…”, pq esse não é bom, ou seja, tudo isso pra dizer o que você já disse: “Kiss Me” é bom.
Excelente! Tenho a mesma impressão, mesmo não tendo estudado tanto assim a história do Cure. Vale lembrar que foi com este álbum, e mais precisamente com “Just Like Heaven”, que o Cure iniciou a conquista da América, após anos de sucesso na Inglaterra. Não é pouco, já que o mercado Americano é extremamente restrito.
Comment by Eder — August 20, 2008 @ 4:22 pm