Brasil, o Pan e as Olimpíadas: Cadê as Medalhas?
Um antigo personagem de desenho chamado Mutley fazia um pedido a seu chefe (Dick Vigarista), sempre que executava bem uma tarefa: “Medalha! Medalha! Medalha!”. Como era apenas “brincadeira”, ele ganhava sua medalha e ficava feliz.
No ano passado, no “Pan do Brasil”, vimos uma leva enorme de atletas Brasileiros conquistando medalhas, de todos os tipos e cores. “Campeões Panamericanos”, viraram ídolos. E o Brasil “venceu” o Panamericano.
Um ano depois, em Beijing, Olimpíadas rolando, qual não é minha “surpresa” ao ver o desempenho pífio daquela que é a maior delegação Brasileira da história. Atletas que tiveram performances “espetaculares” no Pan alcançaram foram apenas coadjuvantes de segundo escalão na China. Estranho, não?
Não, nada estranho. Vivemos de ufanismo barato. O esporte não é uma política de Estado, ele serve apenas a interesses de quem o comanda. Daí, quando participamos da 3ª Divisão do Esporte Mundial, somos bons; quando vamos à 1ª Divisão, sumimos, engolidos por quem leva o esporte à sério. E por quem tem talento e sangue-frio de verdade.
Gostaria de ver a delegação Brasileira com poucos atletas, mas aqueles que realmente têm condição de vencer, ou ao menos condição de disputar seriamente. Não aceito que se vá a uma Olimpíada apenas pelo belo lema do Barão de Coubertin. Aquele que vai e se contenta em ser 40ª colocado, ou chegar às Quartas-de-final, não serve. Não num País que tem recursos escassos aplicados no esporte. Sem contar os que estão na terceira ou quarta Olimpíadas, e ainda entram apenas para disputar.
Ou seja, está na hora do esporte ser tratado com mais dignidade. Do jeito que está, não somos nem os EUA, nem a China. Somos uma vergonha.
