Imagine um jogador que numa final de Copa Libertadores faz um gol no 1º jogo, reduzindo uma diferença que era de 3 para 2 gols.

Pegue este mesmo jogador e, no 2º e decisivo jogo, imagine que ele faça 3 gols, e com isto reverte a vantagem obtida pelo adversário e mantém acesa a possibilidade do título, que acaba decidido em pênaltis.

Um herói, certo?

Finalize esta obra de ficção com o mesmo jogador perdendo um dos pênaltis, e deixando o título escapar.

Trágico, não?

Friamente, sim. Mas analisando as entrelinhas, foi o castigo pela falta de humildade. Do jogador e seu treinador.

O jogador em questão é o bom Thiago Neves, do Fluminense. No 1º jogo, após fazer aquele gol que diminuiu a diferença para 2, Thiago Neves saiu de campo dizendo “Fiz o gol do título”. Como assim? E o adversário? Afinal, o Fluminense precisaria 2 gols de diferença no Rio para levar a partida à prorrogação.

Isto não é confiança, mas falta de humildade. Falta de experiência em competições importantes. A mesma falta que teve o treinador Renato Gaúcho, que em determinado momento disse que “brincaria no Campeonato Brasileiro, pois já estaria na próxima Libertadores”.

Estes são dois personagens do Título da LDU. Numa final fraca em termos de garra, de luta - afinal, como diz o ditado inglês, “futebol não é uma questão de vida ou morte; é muito mais que isto!” - características que definem a Copa Libertadores, a LDU foi o time mais frio, mais calculista, mais experiente e humilde. Foram 6 gols na 1ª partida, 4 na 2ª e a decisão em pênaltis. Legal. Mas não era Libertadores. Reflexo da chegada de dois times sem tradição na competição.

De qualquer forma, o título ficou em boas mãos, afinal, sempre acho que os resultados são justos, pois foram conquistados em campo. E o Maracanã viu, novamente, a festa de um visitante numa final importante.