Parte V - O Ciclo da Criatividade

A facilidade de compartilhamento de arquivos criada pelos programas peer-to-peer foi o estopim para criação da maior revolução recente da indústria da Internet: o You Tube.

Os blog e fotologs já eram algo parecido, com a possibilidade de deixarmos nossos comentários e fotos à disposição do mundo. Era uma liberdade, ainda que moderada, que permitia a todos participarem com seus conteúdos da grande rede. Ninguém precisava simplesmente ler o que pessoas com acesso aos grandes veículos e às grandes coporações de mídia escreviam. Cada um passou a fazer sua história.

A grande libertação dos blogs foi acompanhada de dois outros instrumentos que abriram a Internet ao pensamento criativo: o já citado You Tube e os sites de relacionament, em especial o My Space.

Com um enfoque voltado à música, o My Space possibilitou que em páginas pessoas descoladas, bandas e artistas deixassem suas criações em busca de aceitação e fãs. Dentre tantos membors, dois se destacaram: Arctic Monkeys e Lily Allen. Suas músicas faziam sucesso através do site e eles acabaram ganhando a “vida real”, com álbuns, turnês, capas de revista e confusões. Tudo muito bem patrocinado por corporações musicais.

Venderam bem, mas venderam menos que o esperado. E daqui a pouco explico o porquê.

No campo visual, o You Tube mostrou que aquele velho lema “uma idéia na cabeça e uma câmera na mão” nunca esteve tão ao alcance de todos! Qualquer vídeo de orçamento zero podia ganhar a rede e arrebatar fãs e page views pelo mundo todo!

Pra que servem as corporações de mídia, quando podemos colocar nossas músicas e nossos trabalhos de graça, na rede? Pra que nos curvarmos às regras de aceitação dessa gente, quando podemos deixar livre nosso lado criativo?

Muito bonito este discurso, no papel - ou no monitor, como queira.

Mas como transformar “liberdade criativa” em dinheiro?

Este é o grande dilema atual da Internet. E é o tópico do próximo post.