TV, Música, Esporte e Tudo Mais

UncategorizedMarch 29, 2008 8:00 pm

No post sobre Dr Pepper e Guns n’ Roses, uma retificação e uma mea culpa.

A retificação, na verdade, é um aprofundamento da notícia. O Rafael, do blog “Aratunga“, me passou a notícia completa, com os comentários completos, como segue abaixo:

Eu não vi nada de ruim, achei bem divertida e espirituosa a reação do Axl.Mas essa tradução do Radioman está ruim e tira a parte da ironia: a “turma” do Dr Pepper disse que se solidariza com Axl pela sua busca pela perfeição e se o CD for lançado em 2008 a empresa daria 1 lata pra cada estadunidense - exceto a Slash e Buckethead, que teriam pulado fora dessa busca. A resposta completa do Axl, menos baba-ovo e mais sutil:

“Estamos surpresos e muito felizes de ter o apoio do Dr. Pepper para com nosso álbum “Chinese Democracy”, para nós isto surgiu do nada. Se houver qualquer envolvimento nesta promoção por parte de nossa empresa, registro que não tenho conhecimento disto neste momento. E como alguns das partes do Buckethead estão em nosso álbum, vou dividir a minha Dr. Pepper com ele.”

Daí, o mea culpa pela notícia incompleta e uma retificação de opinião: tanto a Dr Pepper quanto o comentário do Axl Rose foram de grande sacada, não há como negar. E o “tenha dó” que eu escreví no post original, eu digo pra mim: “Tenha só! Estava azedo?”.

UncategorizedMarch 28, 2008 11:01 pm

Não vou nem entrar no mérito da qualidade artística da Axé Music. Só de ter esse nome já cai no rol das coisas nefastas sob a Terra.

O que me irrita é a hipocrisia e o distanciamento entre o discursos dos artistas e o comportamento. É como vender Coca-Cola, mas só tomar Guaraná.

Na “Folha de S. Paulo” de hoje, e em qualquer entrevista de artistas do gênero, o asusnto é sempre o mesmo: uma ode ao beijo na boca! Pra isso, segue o texto abaixo, da “Folha” de hoje:

“Vendemos beijo na boca”Uma explicação mais pitoresca para o sucesso nacional do axé é dada por Emanuel Junior, sócio-diretor da DM Promoções, empresa que organiza as principais micaretas de Minas Gerais (o segundo maior circuito do gênero).
“A música baiana conseguiu algo único: ela vende beijo na boca. No show de rock, fica todo mundo olhando para o palco e ninguém pega ninguém. No axé, pode estar a Ivete tocando, mas o cara está interessado é em beijar, e está cheio de garotas para beijá-lo”, diz.
“Encontrou-se uma fórmula de entretenimento que foge à grandeza musical. Não consigo ver, a médio prazo, esse sucesso cair. O axé vai se mesclar até com artistas internacionais, mas não vai morrer, porque é o único que vende beijo na boca.”

Tudo muito bom, tudo muito bem.

Mas o problema é que estão fazendo isto com os filhos dos outros!

Não é uma questão de moralismo, ou falso-moralismo. Nem uma questão de inveja. Até porque, essa beijação toda que se faz hoje é mera troca de saliva. E pegar baba dos outros é sacanagem!

A grande questão que me irrita é que sempre que vejo as “musas” da Axé Music falando - Ivete Sangalo e sua versão piorada Cláudia Leitte - o tom é de recato total! “Não me toques” daqui, “Não me reles” de lá, “Não faço isso”, “Sou religiosa” e blá-blá-blá. Mas para incentiver um comportamento que leva a uma idéia de promiscuidade, tudo bem!

Mas, enfim, dinheiro é o que importa. E vendem CD, DVD, Micareta, e tudo mais.

Não sou ingênuo de achar que as coisas deveriam ser como eram há 10 ou 15 anos. Mas este é apenas mais um exemplo de como o artista Brasileiro não consegue casar discurso com prática. E mais um motivo pelo qual não vou com a cara da maioria deles.

Sejam honestos! Saiam beijando tudo e todos por aí!

“Não me toque!”…”Não me rele”…

Uncategorized 10:17 pm

Do site Radioman:

Fall Out Boy Tenta Entrar no Guinness Book of World Records

A tentativa do grupo Fall Out Boy de entrar no livro Guinness Book of World Records foi pra água abaixo. A banda tinha planos de tocar ao vivo na Antártica, na qual faria com que fossem os primeiros artistas a se apresentarem em todos os sete continentes. Depois de várias tentativas aéreas e marítimas, foram avisados que existia uma pequna chance.

Ontem, o grupo falou com a MTV News que a equipe de 15 pessoas, mais os músicos, resolveram deixar Chile e retornar para os EUA.

Olha, até acho Fall Out Boys uma banda “ok”, mas tem marketing que é tão desnecessário, que torna o pouco de coisas boas que fazem, ruins.

Uncategorized 10:14 pm

Do site Radioman:

Marca de Refrigerante Tenta Convecer Roqueiro a lançar Album

Ontem foi revelado que a marca de refrigerante Dr. Pepper está tentando convencer o roqueiro Axl Rose pra lançar o álbum Chinese Democracy do Guns ‘N Roses, pra isso pretende oferecer uma lata de graça na América pra cada um que adquire o disco.

Axl respondeu no site do grupo para o fabricante de refrigerante. Ele escreveu, “O grupo está supreso com o interesse e felizes em saber que uma marca de grande reputação quer se associar ao álbum Chinese Democracy, se existem algum acordo com a gravadora, nós ainda não fomos informados.”

Tenha dó…aceotar isso é fundo do poço. E não tem Dr. Pepper no fundo (que, aliás, acho ruim pra caramba!).

Uncategorized 10:08 pm

…nada!

Nesta semana consegui ver exatamente isso: nada!

Gosto de várias coisas que etsão no ar: “CSI”, “Shark”, “Chuck”, “Friday Night Lights”, “Ugly Betty”, “Criminal Minds”, “House” (de férias) entre outros. Mas durante a semana está difícil.

Felizmente alguma coisa dá para ver no final de semana. Aliás, os canais deveriam programar de forma mais estável as reprises no final de semana. Sem contar os horários ruins.

A FOX mal tem reprise; a Warner vira e mexe muda os horários; a Universal é estável (única!) e Sony e AXN têm uns horários estranhos.

Paciência. Nem sempre é possível agradar a todos.

Neste final de semana, alguns destaques:

- CSI: o episódio da saída de Sarah Sidle da série;
- FRIDAY NIGHT LIGHTS: final da temporada.
- CHUCK: ótima temporada acabando;
- CRIMINAL MINDS: confirmar se a estranha chegada de Joe Mantegna à série foi apenas má impressão;
- DIRT: episódio inédito no Domingo;

Se eu conseguir ver tudo, e ainda acompanhar o futebol na TV…tá bom, se conseguir acompanhar alguma coisa já está bom!

UncategorizedMarch 25, 2008 10:44 pm

E chega ao fim a saga das Internet e Seus Dilemas.

Depois de um breve histórico, vim mapeando mudanças de comportamento do Internauta médio, que possibilitam imaginar o rumo que a Internet, enquanto negócio, pode tomar.

O comportamento mais comum atualmente, como vimos ao longo desta sequência de posts, é o da negação das grandes corporações, que corrompem artistas, limitam idéias e nos impõem ordens de consumo, ao mesmo tempo em que se destaca o livre acesso a conteúdo artístico.

Comportamento comum de comunistas dos anos 70, para quem o “Império da Capitalismo” era o mal maior da Humanidade. Mal sabiam eles que os “comunistas bonzinhos” ficavam com a “mais valia”, enriqueciam, enquanto o povo era nivelado por baixo. Não à toa cairam quase todas as fronteiras comunistas do Mundo. Exceto uma que parou no tempo, e outra que abriu suas portas ao Capitalismo.

A liberdade que a Internet possibilita criou este “novo Comunista”. Que, novamente, está equivocado, se não no conceito, na avaliação.

O fato da Internet, através de You Tubes e MySpaces da vida, possibilitar divulgação gratuita de conteúdo intelectual, não garante em hipótese alguma que este conteúdo tenha qualidade.

É até possível conseguí-la em algum momento. Mas a ausência total de parâmetros de qualidade e viabilidade mercadológica tornam a grande maioria do que se divulga gratuitamente na Internet, um lixo. Completo.

As grandes corporações não se tornaram grandes apenas pelo poderio econômico. Pelo contrário. Elas ganharam poderio econômico ao longo da vida e se tornaram grandes. Justamente porque souberam, em algum momento da vida, separar o joio do trigo, divulgar material de qualidade. Souberam, como Darwin, que há uma Seleção Natural das coisas.

A idéia de que o conteúdo gratuito permite liberdade criativa é pura ilusão. Muitas vezes precisamos de alguém que apare as arestas, que organize idéias e que entenda o que o consumidor quer. Isto não significa podar criatividade. Significa potencializá-la. E torná-la economicamente viável.

Afinal, desde que não seja uma ONG, toda artista quer fazer dinheiro com sua obra. É a lei da sobrevivência, é como se mede (em grande parte) reconhecimento. Há exceções que justificam a regra, “artistas marginais”, “undergorund”. Bobagem. Todo mundo quer é ganhar dinheiro.

E aí, finalmente, o que temos? Temos de um lado uma certa repulsa às grandes corporações, associada a uma ode às produções independentes. Mas consumidores que não querem pagar por conteúdo, contra produtores e artistas que querem ser remunerados pelo trabalho. Tudo num mesmo saco. Neste primeiro momento, todos “no mesmo barco”. Mas chegará um momento em que haverá um ruptura.

Para onde vai?

Toda ruptura leva, em geral, a uma situação mais rígida que a anterior. Em algum momento, acredito, os conteúdos gratuitos ficarão “menos gratuitos”, as grandes corporações ficarão mais fortes, e um novo dilema surgirá.

É a Teoria da Evolução da Espécie. Os mais fortes sempre sobrevivem.

UncategorizedMarch 24, 2008 12:41 pm

OK, pode reclamar, mas eu gosto do programa.

Toda a breguice de um “show de calouros” passa batida por conta da qualidade de produção e dos participantes.

Na 6ª temporada temos um grupo impressionantemente bom participando. Há diversas vertentes representadas e, diferente dos últimos 2 anos, não há nenhum candidato que beire a bizarrice, nem obviedades.

Se você gosta de boa música, relaxe e veja “American Idol”. Conheça antes os artistas que só tocarão nas rádios em 2009.

Uncategorized 12:16 pm

“Dirt” é uma série digna de seu nome. No bom sentido.

Primeiro, porque estão lá todos os elementos que compõem uma boa série: boa premissa, roteiro bem escrito, boas atuações.

Ainda que nada surpreenda, a série tem méritos. Consegue prender a atenção não pela exceção, mas pelo recorrente. Todo mundo imagina como seja a redação de uma revista de fofocas, mas vivê-la em seu íntimo é instigante. Especialmente quando a “chefe” é uma “bitch” de marca maior, a Lucy Spiller muito bem interpretada por Courtney Cox, que se livra de vez da “Monica” de “Friends”.

Ponto positivo é a presença do paparazzi Don Konkey, brilhantemente interpretado por Ian Hart. Esquizofrênico e problemático, vive tendo visões e alucinações, e é o responsável pelo trabalho sujo encomandado por Spiller. Remete diretamente ao clássico “Twin Peaks”.

Aliás, “Dirt” tem muito de “Twin Peaks”.

Assista. Mas tire as crianças da sala. A série não pega leve em momento algum e não é recomendada para menores.

“Dirt” - People & Arts - Domingos, às 21hs

Uncategorized 11:57 am

Pra quem tem a paciência de acompanhar o blog, foi uma semana de descanso, sem posts.

A Família e o Trabalho vêm sempre na frente. Mas espero voltar aos posts esta semana.

Abraço e Boa Semana!

UncategorizedMarch 14, 2008 11:43 am

Parte VI - A Díficil Relação do Internauta com o Dinheiro

Não, eu não vou dar dicas de como ganhar dinheiro com a Internet. O ponto que eu quero abordar é justamente como os Internautas odeiam gastar dinheiro quando estão na Internet.

Depois de todos os passos e ciclos expostos nos tópicos anteriores, chegamos ao momento atual. O download (i)legal de músicas, filmes e séries de TV ganhou escala absurdamente elevada. Não quero discutir se é pirataria ou não, mas discutir por que não se paga pelo trabalho alheio. E associar este comportamento à suposta “liberdade criativa” que a Internet proporciona.

O ponto de partida desta sequência de posts foi um artigo do site Teleséries, sobre as reivindicações dos Roteiristas norte-americanos durante a greve recém encerrada. Um dos ítens de discussão era a definição de um percentual de remuneração por receitas obtidas em novas mídias, como internet, através da venda de conteúdo.

Ao longo deste artigo e de outros ótimos publicados pelo mesmo site, e das discussões, dois pontos me chamaram a atenção: i) a adesão do público à greve, entendendo que a demanda dos Roteiristas era legítima, especialmente contra as “grandes corporações”; e ii) as críticas às “grandes corporações”, que “inibem a capacidade criativa” dos Roteiristas.

Sobre o ítem II eu falo depois. Quero me ater, por enquanto, ao ítem I.

Me parece estranho defender algo que não se pratica. Desde o advento do Napster, dos programas peer-to-peer e torrent, a Internet se transformou num meio de comunicação gratuito. Ainda que o Internauta gaste seus R$ 90,00 pelo acesso banda larga, um valor bem maior em equipamentos de boa qualidade, e pagamento por acesso a sites que permitem download mais rápido, ele se nega a pagar por conteúdo alheio.

No caso dos downloads de série, então, nem pensar!

Faço uma conta simples: se cada episódio custar cerca de US$ 1,99 - algo como R$ 3,40 - e uma série tiver 20 episódios, o download completo custaria algo como R$ 68,00. Imagine que fosse possível fazer o download imediatamente após a transmissão da série nos EUA, já com legenda. Tudo legal, tudo oficial.

Você pagaria por isso?

Pelo que tenho lido e ouvido, a grande maioria dirá que não. Mesmo que isto implique em menor receita para os Roteiristas e mesmo que tenham defendido as reivindicações destes.

Por que?

Porque o Internauta “moderno” - aquele pós-Napster - aprendeu que é possível obter conteúdo de forma gratuita na Internet e assim deve ser. Criou-se uma cultura, quase um mito, de que na Internet tudo pode e deve ser de graça.

Veja o caso da banda de rock Radiohead. Lançaram o álbum “In Windows” pela Internet, deixando a critério dos Internautas definirem o valor a ser pago. E poderiam, inclusive, fazer o download gratuito se assim quisessem.

Pois bem, nos primeiros dias a média de preço pago foi próxima à do CD na loja. Passados alguns dias o que se viu foi uma enxurrada de downloads gratuitos, derrubando o preço médio do álbum para a cada dos centavos.

Isto mostra claramente o comportamento médio do Internauta. E leva ao principal dilema da atualidade na Internet: como fazer dinheiro com conteúdo se os interessados não querem pagar?

Depois volto para falar do ítem II e fechar o assunto.