HOUSE: “Whatever It Takes”
Numa época recheada de reprises, felizmente “House” foi inédito. E um episódio muito bom. Não excelente como de costume, mas muito bom.

Um dos grandes destaques do episódio foi forte referência ao Brasil. Pra variar, alguns equívocos com relação ao País. Interessante como mesmo séries que primam pelo apuro cometem erros crassos quando tratam do Brasil. Depois explico.

Dois casos, em dois lugares diferentes (o que foi a grande sacada do episódio): no hospital temos uma piloto de dragster. Reunido com Foreman e os candidatos, House inicia as dicussões quando surge um agente da CIA que o leva para solucionar um caso urgente. Cia? House? É isso mesmo. E House deixa Foreman no comando.

Na sub-trama os pontos altos foram: i) os constantes questionamentos à competência de Foreman por parte dos candidatos; ii) as cenas entre Foreman e Cameron, quando ela desabafa e diz que gostava de trabalhar com House; e iii) o retorno de House, dizendo que deveriam acreditar em Foreman e foi por isso que ele ficou no comando em sua ausência.

Na CIA, vemos House mais House que nuca, tentando curar um espião. Errou, questionou tratamentos hipoteticamente corretos, até descobrir, numa conversa com o paciênte, o real motivo de sua doença. Aqui entra o Brasil.

Para House e o médico que também atuava no caso, o paciente esteve por algum tempo na Bolívia, onde fora supostamente envenenado. Chegaram a mencionar enevenenamente involuntário por consumo de uma castanha tóxica. Na conversa com o paciente, House conclui que ele esteve no Brasil e não na Bolívia. E que, de fato, fora involuntariamente envenenado pelo excesso de cosnumo de castanha…do-Pará!, pois ela tem muito selênio.

Mas ele chegou à conclusão de que estava no Brasil pelos seguintes motivos: i) envolvimento do espião com uma adido da Ministro da Defesa (por que a CIA espionaria o Brasil?); ii) ele falou sobre uma “dança do diabo”, mas isto não existe no Brasil, mas sim na Bolívia! ; e iii) comentou que passou 40 dias em Carnaval e não há Carnaval de 40 dias no Brasil!

Ou seja, tirando a tentativa de falar “castanha-do-pará” em português, as alusões ao Brasil foram “pathetic”, como costuma dizer House.

No fim, ele convence a médica da CIA a se juntar à sua equipe, em New Jersey.

Um episódio muito bom, com ótimas sacadas, bom texto, mas para nós brasileiros, meio nonsense.