A Cris, do “Cris Blog” fez um comentário ao post anterior que me motivou a escrever.
A idéia dela, falando sobre futebol, é de que “o coletiva se sobressaia ao individual” e que estamos sempre à espera de um craque.
Este é o ponto. Entendo que isto é uma questão cultural do Brasileiro.
Acreditamos ser mais criativos que os outros, acreditamos em nossa capacidade de improvisar, em nosso (funestro) “jeitinho”. Por isso, abominamos os modelos “funcionais”: nada que seja automático, que funcione dentro de regras e normas, que seja minimamente mecânico, nos agrada.
No futebol, os “gringos” são “cintura dura”; mas ninguém é capaz de enxergar que compensam a falta de cintura, com esquemas táticos que funcionam como o grande craque. E criticamos porque estamos sempre à espera do grande craque, do “salvador da pátria”, seja ela de chuteiras ou do dia-a-dia.
O Brasileiro se acostumou a esperar o Messias: na política, está sempre à procura de um “pai dos pobres”, que lhes dê o peixe. Por isso, os sistemas políticos não se desenvolvem e estão baseados em pessoas, não em instituições.
Por isso, um time que joga coletivamente é “feio” e um que vive à sombra e na dependência de um jogador, é “lindo”.
Valorizar a pessoa que se destaca é ótimo. Mas melhor que isto é valorizar o trabalho coletivo, seja em que área for. Esperar o “salvador da pátria” é um comodismo ao qual não temos o direito.