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UncategorizedAugust 6, 2007 9:16 pm

Notícia do site Radioman

A acirrada disputa pela audiência nas FMs de São Paulo costuma gerar atritos e desavenças entre as emissoras. As estratégias para tirar ouvintes da concorrência vira uma batalha campal, muitas vezes.

Agora, a disputa envolve o ouvinte “aéreo”, aquele disputado pelas rádios pop e que são capzes de ouvir Pitty, Papas da Língua, Linkin Park, Red Hot Chilli Peppers e Ivete Sangalo, sem notar muita diferença.

A 89FM - que já foi rock, e agora é pop-black, seja lá o que isto for - lançou uma promoção cujo prêmio é um iPhone, o celular-mania da Apple.

Foi quando a Mix FM divulgou, numa campanha pela própria rádio, que o iPhone não funciona no Brasil, pois é bloqueado para os EUA (o que é verdade). E como contra-ataque, está sorteando um celular top-de-linha por semana.

Daí, o nível da “briga” acabou na ilegalidade. A 89FM retrucou, dizendo que o iPhone sorteado será desbloqueado. O que é uma atitude, no mínimo, controversa*!

Pra quem não sabe, o iPhone é vendido com exclusividade nos EUA, e o comprador é obrigado a fazer um contrato de longo prazo com a operadora AT&T/Cingular. Ou seja, impossível funcionar no Brasil de maneira FORMAL, a não ser que você opte por pagar uma conta de celular americano.

Já tinha visto coisas estranhas em promoção de rádio, mas esta é de matar. Que dureza…

*Se o Brasil fosse um País onde contratos internacionais são respeitados, ninguém nem cogitaria fazer uma promoção como esta, haja vista estarem burlando um contrato entre a Apple e a AT&T/Cingular. Mas o Brasileiro é assim mesmo, adora usar do seu “jeitinho”.

Uncategorized 5:57 pm

Estamos num período conhecido como “Mid Season”, ou seja, aquele intervalo em que as temporadas das principais séries acabou e séries menores ou reprises são colocadas no ar, enquanto as novas temporadas não chegam.

No Brasil isso funciona mais ou menos. AXN, Warner e Sony ainda respeitam um pouco mais este critério de “temporada regular” e “mid season”. Mas Fox e Universal trabalham com outros conceitos, em que as séries vão sendo substituídos conforme acabam.

De qualquer forma, atualmente são poucas as séries que acompanho. “House”, que está no fim, “Justiça Sem Limite”, “The L Word” e acho que só. O que é bom, pois sobre tempo para outras coisas, como os reality shows “zera-QI” do People & Arts. “On the Lot” é bacana e “O Aprendiz” tem bons momentos.

Além disso, dá para dar uma espiada em toda a grade, sem medo de perder algo importante. E é possível fazer outras coisas, além de ficar vendo TV. Há vida além sofá!

Uncategorized 5:38 pm

Chegou ao final o 1º Capítulo da saga dos Heróis de carne-e-osso.

Acompanhei a temporada inteira. De cara, me tornei fã. Cheguei a acompanhar alguns episódios na reprise, à 1:00 da manhã.

A premissa nem é inovadora. Desde “X-Men”, passando “The 4400″ e “Smallville”, por exemplo, o tema do “humano com poderes”, que nasceu nas Histórias em Quadrinhos, é explorado. O que difere cada um desses veículos é a abordagem e a origem dos poderes.

O grande trunfo de “Heroes” é humanizar quem detém os poderes ao tomar como personagens pessoas comuns. Normalmente, os “heróis” são seres que se destacam na multidão, quer seja pelo porte físico ou pela personalidade marcante. Raros são comuns, como “Peter Parker” e seu “Homem Aranha”.

Mas em “Heroes” são normais. Do político ao enfermeiro, passando pela stripper, até chegar a uma cheerleader. Todos poderiam ser nossos vizinhos.

Soma-se a isto um roteiro caprichado, com muitos mistérios, mas com muitas soluções também. A cada episódio conheciamos mais da vida e da origem dos “heróis”. Aliás, este 1º capítulo chama-se “Gênesis” e faz jus ao nome.

“Heroes” não é uma série de ação. Apesar dos poderes, é um drama, que por vezes se agitava, mas cujo ritmo padrão variou entre o lento e o arrastado. Justo, porque havia muito o que explicar. Passagens rápidas poderiam suprimir informações importantes. Como a lógica encaixava personagens e fatos, muitas vezes nem notávamos esta lentidão.

Mas nem tudo são flores. O episódio final, “Como deter um homem que explode”, prometeu muito e entregou pouco. O 1º Capítulo se encerrou com certa frustração.

Ao longo de toda a temporada fomos guiados para o episódio final. A batalha entre o mal - “Sylar” - e o bem - os “Heróis”, capitaneados por “Peter Petrelli”. E tudo foi caminhando bem, até a tal batalha, de fato.

Eu esperava que a luta entre os dois oponentes mais fortes fosse mais dramática. Esperava vê-los usando os poderes acumulados ao longo da temporada. Eventualmente, Petrelli poderia ser ajudado aqui e alí pelos outros “heróis”. E que o final fosse apoteótico, como toda HQ. Mas não.

A batalha foi curta e banal. Até as brigas de Ryan Atwood em “The OC” eram mais interessantes. Sylar foi morto*por Hiro, assim como estava desenhado por Isaac Mendez e pronto. E no final, os irmãos Petrelli se afastam para evitar que a explosão de Peter destruisse Nova York.

Um final com muito discurso, mas pouca ação. Ainda que a série tenha se desenrolado assim por quase toda a temporada, gostaria que no final tivessemos mais ação. Afinal, mais que uma “lição de moral”, “Heroes” deveria ser uma diversão.

Enfim, ficou uma sensação de desapontamento.

* Esse foi um dos cliffhangers da temporada. Não ficou claro se Sylar morreu, de fato. Além dele, vemos Hiro viajando no tempo e parando no Japão dos samurais e a percepção de que “algo pior está por vir”. Vamos aguardar.