Teve início ontem, na Fox, a 3ª Temporada de “Boston Legal”, ou “Justiça Sem Limites” para quem gosta do título em português.

Antes de mais nada, um comentário que precisa ser feito: séries dubladas perdem muita qualidade. Um elemento crucial numa série de TV ou num filme é justamente a forma como o ator imprime personalidade ao personagem, através da voz. Ao ser dublada, a série perde a essência.

Dito isso, vamos ao que interesse: “Boston Legal” é uma série sensacional. Texto ágil e inteligente, interpretações magníficas (atrapalhadas pela dublagem) e edição que te coloca dentro das cenas. Costumo dizer que “Boston Legal” é uma espécie de “House” sofisticada. Talvez a única série da atualidade que tenha paralelo com o programa do Dr. Gregory House.

“Boston Legal”, para quem não conhece, é uma “dramédia” baseada no dia-a-dia de um escritório de advocacia de Boston. Centrada num trio de personagens brilhantes - Danny Crane, Alan Shore e Shirley Schmidt - brilhantemente interpretados por William Shatner, James Spader e Candice Bergen, ela se desenvolve a partir dos três, suas vidas pessoais, as tramas internas do escritório e a atuação dos advogados em casos nos Tribunais.

Com ironia fina, as tramas se conectam e criam uma sensação agradável, de sorriso permanente, quer seja pela ironia, ou pelos textos e temas e, especialmente, pelas interpretações, infelizmente dizimadas pela dublagem.

Vale ressaltar que há um elemento interessante e de desenvolvimento genial: sempre, ao final de cada episódio, Alan Shore (James Spader) e Danny Crane (William Shatner) sentam-se numa varanda do escritório, e enquanto tomam whiskey e fumam charuto, divagam sobre a vida. Uma soma de talento puro dos atores com textos brilhantes. Fecha os episódios com chave-de-ouro.

Recomendo. Toda quarta-feira, às 22 hs, na Fox. Assim como acontece com “Nip/Tuck”, eu troco o futebol por “Boston Legal”.

PS: depois farei um pequeno resumo do episódio de ontem. Será resumo mesmo, não review.