Gustavo Borges: Um exemplo de Atleta
Hugo Hoyama e Gustavo Borges eram, até ontem, os maiores medalhistas de ouro do Brasil em Jogos Panamericanos. Independente da relevância dos jogos em termos mundiais, as 8 medalhas que cada um conquistou ao longo dos últimos 20 anos merecem respeito.
Ontem, Hugo Hoyama disputava a competição de Tênis de Mesa que poderia levá-lo à 9ª medalha de ouro para, então, se tornar o maior medalhista brasileiro da história.
Na disputa do título por equipes, em partida contra a Argentina, um espectador chamava atenção: Gustavo Borges. Ele, que dividia com Hoyama a honra de ser o maior vencedor, estava lá, acompanhando e torcendo para que o mesatenista o ultrapassasse.
Ao final da partida, medalha de ouro conquistada, Gustavo foi um dos primeiros a se aproximar de Hoyama a cumprimentá-lo, reverenciando o feito. Sem estrelismos. Com alma de esportista.
Num País em que os fins justificam os meios, em que o “jeitinho” é tido como marca, e a indivualidade se sobrepõe ao coletivo, o comportamento de Gustavo Borges é mais que louvável. É digno de aplausos.
E Hugo Hoyama já avisou: no próximo Pan estará nas piscinas, torcendo para que Thiago Pereira ultrapasse sua marca.
Assim se faz o esporte. Assim deveria ser feito um País.
PS: nem preciso citar o comportamento “estelar” e “exemplar” de outros supostos ídolos, como Oscar e sua vaia aos ginástas estrangeiros. E claro, o público, BEM BRASILEIRO, vaiando os competidores internacionais durante as competições e na entrega das medalhas. Lamentável.

Sabe que a atitude do GB me emocionou!
Pra mim o Oscar deixou de ser ídolo quando participou do governo Celso Pitta.
Comment by cris — July 26, 2007 @ 12:13 pm