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UncategorizedJune 8, 2007 6:03 pm

Antes de mais nada, achei um episódio “menor” dentro de uma temporada brilhante.

Dentro de algumas tolices - como brigar pela vaga de estacionamento com uma deficiente, apenas para mostrar que é melhor que os outros, e “mais deficiente que outros” - o episódio ainda trouxe algumas discussões interessantes.

A principal delas está relacionada ao caso em si. Um rapaz cigano é o donete da vez. Depois de “n” tentativas, onde ele estava só no hospital, sua família chega e traz consigo todas as características culturais dos ciganos. Roupas, comida, gente e sua incapacidade em confiar nas pessoas, inclusive nos médicos.

Trata-se uma forte discussão dos limites dos valores culturais. Numa tentativa extrema da equipe de House, ele sugere um tratamento ainda em estudo, mas a família não aceita, dizendo que os ciganos não são cobaia.

No decorrer do caso, descobre-se que o tratamento não seria útil e House, ironicamente, diz que a família tinha razão ao refutá-lo.

Dentro do caso, Foreman tem longas conversas com o paciente, um raapaz jovem que estuda por conta, em casa, mas muito inteligente. Chegam, inclusive, a discutir possibilidades sobre a doença, de forma coerente e profunda. Foreman insiste que o rapaz deveria seguir uma carreira médica, uma vez que se mostrou muito capaz, dado sua pouca formação “formal”.

No final, após muitas tentativas equivocadas de House, descobre-se que o problema é um palito que o rapaz engoliu e que perfurava órgãos, deslocando-se dentro do organismo. Mastigar palito era, aliás, uma tradição familiar.

Junto a isto, House passa o episódio inteiro numa cadeira de rodas, depois de uma aposta com Cuddy, na qual ele queria provar ter os mesmos direitos da nova pesquisadora, que ficou com sua vaga no estacionamento, por andar numa cadeira de rodas.

O final foi interessante, pois Cuddy jamais poderia devolver a vaga a House, em função de uma lei que a obriga a dar priviégios a deficientes em cadeora de rodas. Mas, mesmo assim, apostou com ele, que cobrou “honestidade”, uma vez que ela prometera algo que não poderia entregar. Esta discussão foi ótima, mas a forma como se chegou a ela, confesso, me pareceu descabida. Mesmo para Gregory House.

Um episódio bom, pelos detalhes, mas abaixo da média da temporada, muito alta.

Uncategorized 5:45 pm

Nos dramas policias ambientados em Los Angeles, é relativamente comum utilizeram a enorme indústria da pornografia como tema de fundo. Neste episódio, “Shark” explora o tema, mas agrega elementos positivos e negativos que acabaram por gerar um bom episódio.

Temos 3 tramas distintas ao longo do episódio: 1) o caso; 2) Stark x Julie; 3) Isaac e Reina.

1. O Caso
Produtor de material pornográfico para a internet (Shaw) é encontrado morto na banheira de sua casa. Dentre os diversos suspeito, surge um homem que mantém um abrigo para mulheres que precisam reiniciar a vida (Delroy), dentre as quais, ex-atrizes pornográficas. Sem nem caminhar muito com a investigação, o mantenedor deste abrigo se entrega e asusme o assassinato. O argumento do bom advogado - respeitado até por Stark - é de que, ao cometer assassinato, Delroy estava “livrando a sociedade do mal”. Ao longo do julgamento e das investigações, a Promotoria descobre pagamentos de Delroy para Shaw e envolvimento emocional de uma ex-moradora do abrigo - e ex-atriz de Shaw - com Delroy. No final, descobre-se que foi quem matou Shaw. De interessante, além do bom desenvolvimento do caso, ficou a compaixão de Stark para com a assassina, pois ela apenas se defendia e defendia quem amava.

O interessante é que, no início da série, muitos apontavam Sebastian Stark como “o House dos tribunais”. Que nada! Não há comparações. House é mais ácido, mais denso. Stark é um playboy, irônico, perspicaz. Mas, nem de longe, se equipara à complexidade de Gregory House.

2. Stark x Julie
Stark vê mudanças em Julie. Primeiro, ao assumir um lado consumista, “necessitando” de roupas para trocar seu guarda-roupa. Depois, em duas ótimas cenas entre James Woods e Danielle Panabaker, Stark exige que ela troque uma roupa, considerada por ele “muito curta”, antes de sair de casa. E, posteriormente, ele descobre maconha entre as coisas de Julie. Ela, para variar - e isto é algo com o que Stark terá que conviver eternamente - joga na cara que ele já defendeu por muitas vezes as pessoas que vendiam isso. Mas, com o desenvolvimento do seu lado sensível, Stark encerra o episódio ligando para Julie e se desculpando pelo excesso. Mas fala apenas com a secretária eletrônica.

3. Isaac e Reina
Acho este desenvolvimento desnecessário e chato. Espero que tenha reflexos interessantes no futuro. Eles não se entendem, não conseguiam criar uma conexão, e ontem Isaac usou de um clichê habitual das séries: contou a ela uma estória triste - a morte de sua ex-noiva - para justificar a dificuldade de relacionamentos. Desnecessário.

Com o tema pornografia em discussão, este foi um episódio bom, mas só isso. Nos últimos episódios esta tem sido a tônica da série: bons episódios, mas esquecíveis.

Uncategorized 5:22 pm

Libertadores: acertei que o Grêmio se classificaria, mas errei feio na forma. O Santos mostrou mais garra que o habitual e conseguiu levar o placar a um heróico, porém inútil, 3 a 1. Apesar do placar, os gols dos Santos saíram em jogadas confusas, com bate-e-rebate, e o placar não refletiu a realidade do jogo. Mas se o Grêmio quiser ser campeão, terá que jogar muito mais fora de casa, pois o Boca Juniors, seu adversário, tem algo que falta a todos os demais times desta Libertadores: talento.

Copa do Brasil: aqui, apesar de apontar equilíbrio, acreditava no Figueirense. Mas o Fluminense merece a conquista, em especial seu treinar, Renato Gaúcho. De ummtime confuso e desacreditado, transformou o Fluminense num time consistente e vencedor. Parabéns ao Flu e ao Renato.