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June 29, 2007

Dream Theater

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Estava na dúvida sobre o que sugerir para o final de semana. Optei por Dream Theater.

Sim, é uma banda de “heavy metal”. Mas não apenas isso. É a soma de talentos capazes de criar qualquer tipo de som, com texturas e temas variados.

A grande vantagem de saber tocar decentemente - no cao deles, com rara perfeição - um instrumento musical, é poder extrair o melhor dele. Me incomoda críticas a quem toca muito bem. Por que um ator tem que interpretar com perfeição, mas um músico pode ser tosco? Por que para exercer uma atividade profissional é preciso estudo e músicos podem sair gritando “Um! Dois! Três!” e arranhar as cordas de uma guitarra?

Dream Theater é uma grande banda para quem gosta de bom rock ‘n roll. Por isso, entre o calmo e o explosivo, optei pelas duas. “About to Crash” é mais vigorosa e “Solitary Shell” é mais tranquila. Na dúvida, ouça as duas.

E bom fim de semana!

ABOUT TO CRASH


SOLITARY SHELL


As duas faixas anteriores, na verdade, fazem parte de uma única faixa, chamada “Sex Degrees of Inner Turbulence”, de álbum homônimo. É, por assim dizer, uma “ópera-rock” - não gosto deste termo, mas vá lá. São mais de 28 minutos de música, divididos em partes que contam uma estória. Se encontrar toda a sequência, trarei.

House - “Top Secret”

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Vou bancar o chato, de cara: achei um episódio apenas “ok”.

O episódio começa bem. Na cena inicial, ambientanda no Iraque, um grupo de soldados está num jipe que é atacada por iraquianos e um dos soldados fica seriamente feriado. Mas esse soldado é Gregory House!

Logo percebemos que é um sonho de House, quando ele é acordado por Cuddy para cuidar de um caso especial: o filho de um amigo, oficial do exército, tem alguns sintomas e precisa de uma avaliação. Quando House olha sua ficha, a foto do paciente lhe causa espanto: é a mesma pessoa com quem estava sonhando a minutos atrás!

A partir daí o episódio parece o da semana anterior, mas com papéis invertidos. Enquanto a equipe se atém ao paciente, House entra numa paranóia de tentar decifrar esta situação de ter sonhado com um paciente, sem conhecê-lo. E essa situação vai até o final.

Alguns bons momentos:

- House está a 3 dias sem urinar. Wilson diz que é por causa da hidrocodona e House não lhe dá ouvidos. No fim das contas, ele é obrigado a fazer uma auto-drenagem - isto deve doer - e liberar a urina.

- A obsessão com o sonho faz com que ele fique 2 dias sem dormir.

- A relação “casual” de Cameron e Chase vai esquentando. Aliás, é mais comum do que parece. E se torna um problema quando o casal perde o controle. Neste episódio os dois se atracam durante um exame e quase são pegos por Foreman - Cameron consegue despitá-lo. No final, é House - justo quem! - pega os dois numa salinha. Isto ainda vai dar pano pra manga.

A solução do caso vem através de um sonho. House agora virou vidente! Agora ele está com o paciente no hospital, junto com equipe e Wilson e Cuddy, quando seu dreno começa a vazar e espalhar urina por todo o quarto. Nesta hora ele começa a sangrar pelo nariz. Quando acorda, está todo molhado na cama e percebe que descobriu o problema do rapaz. E o seu também, pois voltou a urinar e dormir.

O mais interessante do episódio foi ver algumas expressões de House, especialmente o sorriso leve ao flagrar Cameron e Chase se pegando e quando descobre que conhece o paciente de uma festa que ocorreu há 2 anos. Na festa, o paciente dançou com Cuddy e a beijou. Mais uma vez a Doutora joga na cara de House que ele tem ciúmes dela. Ótima passagem.

Mas é isso. Um episódio menor, típico de meio de temporada.

Shark - “Wayne’s World 2 - The Revenge of Shark” - Final de Temporada

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Antes do episódio, uma geral sobre “Shark”. Dá para resumí-la em uma palavra: despretensão.

A série nunca se propôs a ser levada demasiadamente a sério. As personagens tem tom acentuado, quase caricato. Os roteiros são leves, e refletem as mazelas e vícios de uma cidade cheia de mazelas e vícios! Quase que dá pra dizer que Los Angeles é, ao lado de Sebástián Stark, personagem principal.

O grande barato ao acompanhar “Shark” é não levavá-la sério. Esqueça a idéia tola de que é “o House dos Tribunais”. “Shark” é apenas diversão, sem fins lucrativos.

O episódio final elevou a série a um novo estágio. Ao longo da temporada vimos Stark ir do advogado crápula a defesor os direitos públicos, mantendo a arrogância, o cinismo, mas se humanizando. Neste episódio ele foi capaz de retomar os conceitos iniciais, mas pelo bem comum.

A estória volta a girar em torno de um velho “amigo” de Stark, Wayne Calliston (novamente, convincentemente interpretado por Bill Campbell), que no meio da temporada, foi considerado inocente de crimes que, de fato, cometeu, utilizando-se da capacidade intelectual para se auto-defender e eliminar provas.

Esta absolvição ficou impregnada na retina e na mente de Stark. E, ao se deparar com uma nova vítima, que levava ao modus operandi tradicional de Wayne, Stark volta a carga sobre ele.

A estrutura do episódio foi bem construída. A lógica está toda lá. É, certamente, um dos 3 melhores episódios da temporada - gosto do Piloto e de “Wayne’s World”. Especialmente pelo seu final, que não revelarei, em respeito aos que assistirão à reprise. Mas posso garantir: é surpreendente.

A vingança é um prato que se come frio.

Na relação Stark-Julie, vemos o quanto Julie é capaz de transformar o advogado sem-limites, num pai sentimental. Um contraponto interessante ao desenvolvimento principal dos roteiros.

Um ótimo final de temporada. A série deixou uma boa impressão. Com tantos concorrentes na mesma linha criativa, “Shark” se destaca pelo que escrevi lá no início: a despretensão.

June 28, 2007

Séries são estrelas da Publicidade na TV Paga

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Matéria do jornal GAZETA MERCANTIL de hoje, comenta a respeito do crescimento no investimento publicitário em TV Paga no Brasil, em 2006.

No ano passado foram direcionados R$ 530 milhões do bolo publicitário para as TVs Pagas, representando 3% do total de R$ 17,7 bilhões destinados a todas as mídias (a TV Aberta leva pouco mais de 50% desse total).

Segundo comentários dos responsáveis pelos canais Universal Channel e Fox, os grandes destaques do ano passado foram as Séries, que hoje concorrem em é-de-igualdade com os filmes pela disputa de espaço publicitário. E os canais apostam que as Séries se tornarão líderes muito em breve, dado o aumento consistente de audiência e interesse do público pelo produto.

Os destaques são “Heroes” pelo Universal Channel e “24 Horas” pela Fox, que têm fila de espera por espaço nos intervalos.

Alguns números interessantes:

- O Canal FX teve crescimento de 80% nas receitas publicitários em 2006 e Universal Channel de 80%;

- Entre 2001 e 2006 o Universal Channel cresceu 184% sua audiência média durante o horário nobre;

- Na Fox, as receitas publicitárias cresceram 30% em 2006;

- Atualmente, na divisão das receitas dos canais pagos, 60% vem da distribuição (que é pago pela operadora) e 40% de publicidade. Mas a tendência é que entre 2007 e 2008 haja inversão nesse quadro.

Brasil 0 x 2 México - E ainda atrapalham o Brasileirão por isso!

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Entre Seleção e Clube, me parece natural que os torcedores optem pela Seleção. Só o Galvão Bueno acha que há um “clima de amor” entre Seleção e Torcedor.

Para decepção dele, a Seleção iniciou a Copa América tomando um coco da México. Não ví o jogo. Seleção não me atrai, exceto em Copa do Mundo e jogos contra a Argentina. Mas o que me irrita é ver que o Campeonato Brasileiro teve datas de jogos modificadas por conta dos jogos da Seleção! Um desrespeito ao torcedor!

Pelo menos no domingo à tarde poderei ir ao cinema.

Nip / Tuck - “Gala Gallardo” - Season Finale

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Foi ao ar ontem o episódio final daquela que, talvez tenha sido a mais bizarra das temporadas de “Nip/Tuck”. E foi um bom episódio.

O bandido Escobar Gallardo retorna para “convidar” Sean e Christian a operar sua mulher, Gala Gallardo, que foi atacada por bandidos rivais e teve seus seios dilacerados. Enquanto Escobar estava na cadeia, Gala tomou conta dos “negócios”, e parece ter gostado da estória.

O episódio girou em torno disso. Mesmo assim, vemos Sean preparando a mudança e conversando com Matt sobre seu casamento. Christian descobre que Michelle trabalha para Escobar e que ele a está ameaçando.

Mas, como na temporada passada, o vilão é o centro das atenções do episódio final. E, dentro o desenvolvimento na tural do episódio, Escobar é morto por Gala, dentro da McNamara/Troy, e assume de vez os negócios. De fato, ela tomou gosto pela coisa.

Para se livrar do corpo, Sean, Christian e Cruz comprar vários perús no supermercado - numa cena hilariante, diga-se de passagem - e lecam tudo para os Everglades, para que os crocodilos “sumam com os vestígios”. Aliás, eles fizeram isso antes, na primeira temporada (se não me engano).

Sean se muda de vez para Los Angeles e passa a operar numa clínica local. Até que Christian aparece durante uma cirurgia e avisa que está se mudando, sem Michelle e com Wilber, para Los Angeles. E o convida para montar uma nova sociedade. Ou seja, “Nip/Tuck” deixa a cosla leste e a ensolarada Miami e vai para a costa oeste e a incrível Los Angeles (N.do R.: você tem que conhecer LA).

Ah, um detalhe: eles sempre falam de Brasil na série. Neste episódio, quando Sean diz que vai se mudar para a “capital da cirurgia plástica”, Christian pergunta: “Brasil?”.

Foi uma temporada interessante. Mais bizarra que o padrão natural de bizarrice da série. Mas eles podem. “Nip/Tuck” tem “licença poética” suficiente pra isso. E na próxima temporada, em Los Angeles, a série tem tudo para explorar ainda mais essa capacidade.

Para quem perdeu, a Fox reprisará os 3 últimos episódios nas próximas 3 quartas-feiras. Após isso, “Justiça Sem Limite” ocupará o lugar na grade. E continuarei sintonizado, no mesmo bat-horário e mesmo bat-canal.

Criminal Minds - “Open Season”

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Um episódio com forte dose de suspense, mas um tanto estranho, do ponto-de-vista de análise da equipe do BAU. E com um momento um tanto piegas demais. Vamos ao fatos.

Primeiro, o início traz uma cena bem humorada, leve, quando JJ e Garcia estão numa mesa de pub observando Prentiss levar um “cantada” de um galã de plantão. Ela leva o cidadão para a mesa e diz que ele é “agente do FBI”. Se deu mal. As meninas se divertiram com a cantada e desmascararam o farsante ao lhe mostrar a identificação de agente do Bureau. Ótimo.

Diferente do usual, sabemos de cara quem são os serial killers e o que fazem. Sim, são dois irmãos que “caçam” pessoas numa reserva florestal no “meio-do-nada”.

O tema central pode não ser exatamente brilhante, mas é interessante analisar o comportamento de pessoas qu caçam pessoas. E, Prentiss se questiona no final, quando diz pra Morgan que eles fazem o mesmo: caçam pessoas.

Óbvio que há um exagero nisso, afinal, a equipe da BAU “caça” bandidos. Mas este é um tipo de reação de quem não está preparado para seu trabalho. O mesmo questionamento que Reid fez alguns episódios atrás.

Ponto Positivo: a caçada final é bastante tensa. Valeu o episódio.

Pontos Negativos: atuando numa área tão grande, por que não usar um helicóptero? Havia uma guarda florestal, mas a presença dele foi inócua. E, quando um dos irmãos está à beira da morte, Gideon tem uma reação por demais piedosa. Piegas e desnecessário.

Inferior aos 5 excelentes episódios do meio da temporada, mas bom. A gangorra de “Criminal Minds” continua.

June 27, 2007

O trabalho fala mais alto

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Esses dias têm sido corridos. Desculpem os poucos que acompanham o blog, mas atualizações, serão raras esta semana. Mas tentarei.

Obrigado pela compreensão!

June 26, 2007

Joana

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Há pouco mais de 9 anos, conheci Ariane e começamos um namoro. Há 6, estamos casados. Há 4 meses estamos grávidos. Desde ontem espero a chegada de Joana.

A sensação de ser Pai é indescritível. Mas saber quem vem e poder chamá-la pelo nome, já cria uma relação de cumplicidade, de dependência.

Que venha feliz, Jo-Jo!

June 25, 2007

CSI- “Leapin’ Lizards”

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Mais um ótimo episódio desta excelente temporada.

Depois das gracinhas e piadas da semana passada, “CSI” voltou ao padrão normal. Ou seja, um crime repleto de situações bizarras. E a equipe trabalhando muito bem.

Em qual série policial é possível ver um grupo de alucinados que acredita que extra-terrestres em forma de lagarto habitam a Terra? Só “CSI” é capaz de criar uma estória baseada nisso.

Além da boa estória, destaco a cena em que Grissom conversa com Sarah na cama - vestidos! - num momento “casal feliz”. E o interesse de Grissom na teoria dos “ETs Lagartos” - e eu que acreditava que “Rei Lagarto” era o Jim Morrison -, incluindo um final enigmático, quando Grissom ouve uma fita com um discurso do suposto líder dessa turma, enquanto monta uma miniatura de uma casa. Lá vem o “Assassino das Miniaturas” novamente.

A temporada está chegando ao fim mais enigmática que nunca.

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