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UncategorizedMay 18, 2007 10:37 pm

Eu raramente falo de artistas brasileiros. Sou um chato com relação a isso. Acho a maioria dos artistas nacionais pretenciosa. E não gosto do que ouço. Sons chatos, letras tolas. Não consigo ver motivos que me façam comprar um cd ou ir a um show. Mas, claro, há exceções. Há Fernanda Porto. E há Lenine.

Esse Pernambucano consegue associar ritmos interessantes, modernos e tradicionais ao mesmo tempo, a letras poderosas. As rimas são entrelaçadas e costuradas de tal forma a criar uma concha de retalhos coesa.

De sua discografia, destaco “Na Pressão”, pra mim, um grande álbum, de ponta-a-ponta. O “Acústico MTV” e o ao vivo “In Cite” também são muito bons, especialmente a versão de “Medo”, que está no Acústico, com participação de Julieta Venegas.

Aliás, deste “Acústico” trago “Jack Soul Brasileiro”, uma música com rimas esperta e um ritmo que não te deixa parado. Bom final de semana!


Uncategorized 10:26 pm

Você já deve ter escutado que Nova York é a mais cosmopolita das cidades do Mundo. A “capital” do Mundo. Não conheço cidades na Europa, mas quando se visita Nova York é exatamente esta a sensação que fica: o Mundo todo está lá.

Se você é um “urbanóide”, gosta de asfalto, prédios, pessoas na rua, Nova York é sua casa. Se não for assim, há boa chance da cidade ser o último lugar que você queira visitar.

Vou tentar traçar as principais características da cidade - que na verdade, nem é da cidade, mas sim de um bairro, Manhattan - sob meu ponto-de-vista. Até listarei os principais pontos turísticos, mas isto é possível encontrar em qualquer guia. O que me importa, de verdade, é tentar passar um pouco da aura da cidade.

Parte 1 - A Geografia

Como disse, a parte relevante de Nova York é a ilha de Manhattan. Trata-se de um “salsichão”, cujo movimentação é muito fácil: São 12 avenidas e 5 ou 6 ruas que cortam a ilha de Norte a Sul e cerca de 180 ruas que cortam de Leste a Oeste, a partir de Downtown (nesta região, as ruas têm nome e são recortadas). As ruas tem mão-única e sentido invertido (se a rua 49 é leste-oeste, a rua 50 será oeste-leste). Isto facilita demais a locomoção pela cidade. No 2º dia já é possível se sentir “em casa”.

A ilha é relativamente plana, o que permite fazer longos trajetos à pé. Aliás, esta é uma das características mais legais de manhattan: há muitas pessoas nas ruas, seja caminhando, seja correndo, seja indo ou voltando do trabalho. Caminhar em Nova York, ver e fazer parte da cidade é um grande barato

Parte 2 - O Clima

Mas para andar é preciso ir na época certa. Primavera e verão são épocas legais. Algo entre Abril e Setembro, quando as temperaturas já estarão acima dos 15 graus, e haverá sol. No Outono e Inverno não recomendo estas caminhadas. Faz muito frio - abaixo de zero grau - e a rua não é o melhor lugar para se estar. Até porque, você correrá tanto em direção a um lugar com caleifação, que perderá esta parte legal do lugar.

Ah, em Nova York venta bastante. Como as avenidas que cortam a cidade vêm do mar, há uma corrente que, no frio, é de matar. Mas no calor ajuda a refrescar.

De qualquer forma, trata-se de um bom motivo para retonar á cidade: se você for no verão, volte no inverno. Só assim saberá a diferença.

Parte 3 - As Pessoas

Quando se é turista, todo mundo te trata bem. O problema em Nova York é que, ao mesmo tempo que todos parecem turistas, todos parecem moradores. A cidade tem uma diversidade de pessoas e culturas tão grande, que todos acabam sendo tratados de forma igual. Ou seja, educadamente.

Como em todos os lugares nos EUA, se algum americano te atender, será solicito e educado. Se algum “estrangeiro” te atender será meio mal humorado. Até saber que você é Brasileiro. Na maior parte dos casos, o atendimento melhora muito após isto. Bem, melhorava. Espero que a enxurrada de Brasileiros não tenha criado uma animosidade com os locais.

Aliás, um parênteses: se você é uma pessoa discreta, tranquila, que viaja para conhecer lugares e pessoas, é fácil saber que há Brasileiros por perto. Especialmente em Nova York. Eles andam em bando, falam alto, fazem bagunça e 90% deles é “novo rico” que está em “Novaiorque” para fazer compras. Quando encontrar com esses bandos, fuja. É o melhor que você faz.

Voltando, o Novaiorquino, seja americano ou imigrante, é um solitário. Você verá a maior concentração de iPods do mundo. Eles andam só, ou em casais, e parecem estar sempre correndo. A vida da metrópole é assim. Entre em algum das centenas de Starbucks que existem e veja que, em geral, estão só, tomando seu Frapuccino e com seu laptop ligado.

Próximos Capítulos

Depois falarei de coisas como Moda - a maneira como se vestem é peculiar e interessantíssima - lugares para visitar, para comprar, para curtir e para conhecer. E ainda faltará muita coisa. Até a próxima.

Uncategorized 9:51 pm

Um ótimo episódio que teve uma resolução pobre. Este foi “Blind Trust”.

Tratou de confiança e da falta dela.

Quando Julie foi presa, não ligou para o pai; ligou para Isaac, que tratou de tirá-la da cadeia, prometendo contar o ocorrido para Stark.

Quando o Padrinho de Julie “encontra” o corpo de uma jovem no local onde estava dando uma festa, chama Stark para ajudá-lo a se livrar da vítima, garantindo que não tinha nada a ver com o caso. Stark, mesmo sabendo que o envolvimento o comprometia vitalmente, ajudou o amigo.

Quando a equipe de Stark descobre que ele está envolvido no caso e encobrindo um suspeito importante, decidem, em princípio abandoná-lo, para depois, ajudá-lo.

Tudo isso mostra as idas e vindas da confiança. Confiar é acreditar cegamente? O medo pode nos fazer perder a confiança?

No decorrer das investigações Stark descobre que seu cumpadre era, de fato, o assassino da garota, que foi morta porque estava prestes a denunciar a companhia por corrupção e má-conduta administrativa. A confiança havia sido quebrada e, num ótimo momento da série, Stark acusa seu amigo, se auto-incriminando, por ter sido flagrado na cena do crime (há fotos que mostram Stark no local do crime, ao lado do corpo).

O Juiz aceita a acusação, mas informa que Stark está suspenso de suas atividades e que pode perder o direito de advogar. E aqui, a grande decepção do episódio.

Logo em seguida, numa audiência com o Juiz, Jessica diz que Stark não podia revelar, mas estava no local do crime pois fazia parte de uma investigação secreta, o que fez o Juiz desistir da idéia de puní-lo. Tolo. Perderam uma grande chance de criar um cliffhanger bacana para os próximos episódios. optaram pela solução fácil. Não gostei.

Encerrando, Isaac comenta sobre Julie com stark, que não sabia da prisão da filha. Quando ele chega em casa, espera que ela fale alguma coisa, mas o diálogo não acontece. Ele, que já se sentia traído pelo amigo, foi duplamente apunhalado, agora por Julie.

Enfim, um episódio muito legal, que perdeu a oportunidade de criar uma situação interessante para a sequência da temporada. Ainda que as várias quebras-de-confiança devam ser exploradas nos próximos episódios.