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UncategorizedMay 10, 2007 9:55 pm

Do blog Freakonomics

Segundo matéria do Wall Street Journal, jovens pais estão escolhendo nomes exóticos para seus filhos, com o único objetivo de facilitar a procura por eles no Google. A lógica é a seguinte: sempre que alguém digitar a palavra - no caso, o nome do pobre coitado - o primeiro link a aparecer em destaque estará relacionado ao cidadão.

A justificativa é de que, numa sociedade cada vez mais competitiva, quem aparece antes tem mais exposição e destaque.

Tem louco pra tudo.

Uncategorized 8:35 pm

Fiquei sem ver “Nip/Tuck” por dois episódios. Culpa do futebol. No meu caso, é inevitável: se há futebol na TV, e o jogo me interessa, esta é minha opção.

Ontem, o jogo interessava - e muito - mas como minha expectativa de bom resultado era pequena, optei por tentar relaxar e aproveitei para retomar “Nip/Tuck”. Ainda bem.

Num episódio interessante, ainda que com o padrão de bizarrice desta temporada, vimos dois temas complicados: 1) como é difícil lidar com a deficiência física e 2) até onde vai a loucura pela beleza (este, recorrente na série).

No primeiro caso, a deficiência de Conor faz Sean agredir verbalmente um garoto e fisicamente seu pai, após um incidente em que o garoto zombava de Conor. Gerou ainda uma discussão acalorada com Julia e Marlowe (aliás, houve a confirmação da atração entre ambos) e acabou revelando um segredo de infância de Sean: ele tinha uma fenda de nascença nos lábios e foi operado quando criança, o que desencadeou a separação de seus pais. A rejeição sofrida na infância explica toda a angustia dele frente ao fato de Conor ser deficiente. Numa bela cena, Sean vai ao encontro do homem que agrediu, pede desculpas, e vê que, mesmo sem deficiência aparente, o pai também sofria pela filho, que obeso, tinha dificuldade em praticar esportes e era maltratado pelos colegas. No final, depois da revelação de Sean, Julia concorda com a cirurgia de Conor.

Este primeiro tema foi bem mais complexo que a média da série. Discutir deficiência é sempre um tabu, e usualmente acaba num comportamento “politicamente correto”. “Nip/Tuck” subiu o tom e mostrou que a sociedade real é preconceituosa, mesmo que involuntariamente. Deveria fazer pensar.

Na segunda trama vemos Christian às voltas com uma antiga cliente (Mrs. Grubman), que descobre que está morrendo por conta de um câncer. Ela pede que ele a opere após sua morte, porque quer morrer “linda”. Antes da morte, ela prepara seu próprio funeral, convidando as pessoas, e organizando o “evento”.

Em mais um momento “Nip/Tuck” de bizarrice, Mrs. Grubman morre no consultório de Christian, que a opera, conforme seu pedido. Ironicamente, as únicas presenças no funeral dela são de sua emprega e Christian. O que mostrou o desprezo das pessoas por ela, que a conheciam apenas superficialmente (literalmente, diga-se de passagem). Os únicos que a conheciam de verdade, estavam lá.

Foi um bom episódio, com temáticas pesadas e soluções realistas. Quando reduz um pouco a bizarrice e foca nesse realismo, “Nip/Tuck” apresenta bons resultados.

Uncategorized 12:44 pm

Farei aqui um rápido comentário sobre a eliminação do São Paulo - pra quem não sabe, sou Sãopaulino - da Libertadores.

A competição é feita para times bem montados, consistentes, que tomam poucos gols. Enfim, o time tem que ser mortal: não tomar gols e aproveitar as raras chances que estes jogos permitem.

Este time do São Paulo não tem a cara da Libertadores, e a eliminação foi justíssima. É preciso uma rápida ação da Diretoria, para ajustar o elenco e a comissão técnica.

O futebol já me deixou de cabeça inchada, quando era mais jovem. Hoje, sou menos sensível a isso. Se é para ficar contente, com uma vitória, fico; para ficar triste, já chega as coisas importantes que assim me deixam.

Aposta: se tivesse uns trocados, apostaria que Boca Júniors e Grêmio são times que podem ganhar esta Libertadores.