O título do episódio remete a uma comida mexicana, chamada “Guacamole”. Como toda comida mexicana, é apimentada e, mesmo para padrões brasileiros, pesada.
Bobagem isto que eu escreví. Fui pesquisar, o que é sempre bom antes de escrever. “Whac-a-Mole” é um jogo muito simplório do Nintendo. Remete, portante, à ação 1, que está abaixo. Agora sim.
O episódio tem 3 grandes linhas de ação, o que o tornou muito interessante:
1. O CASO: rapaz de uns 18/20 anos que trabalha num buffet infantil chega ao hospital após enfarto. O detalhe é que ele cuida de um casal de irmãos novinhos desde a morte dos Pais.
O grande barato do caso foi a disputa que House criou entre os 3 médicos da equipe. As opiniões dos três não convergiam e House decidiu dar a cada um a chance de prvar que seu disgnóstico estava correto. Neste momento, ele escreve algo num envelope e informa que só revelará após a solução do caso.
Entre idas e vindas, pioras e melhoras - quando nenhum dos 3 conseguiu, de fato, solucionar o problema - House descobre que há um problema imunológico de origem genética, que foi desencadeado pelo stress de ter que ser responsável por irmãos pequenos. Mas havia uma solução: o irmão mas novo era compatível com a doação de medula e isto traria grandes chances de cura. Chegamos ao grande dilema do episódio: o paciente rejeita a doação, dizendo que o irmão poderia sofrer. Foreman insiste no transplante, mas percebe que a recusa é, na verdade, uma forma do paciente colocar os irmão sob assistência social, e tirar este “fardo” de suas costas. mesmo que isto significasse idas constantes ao hospital.
Para algumas pessoas, nem toda recompensa moral vale alguns sacrifícios.
2. A Necessidade: os analgésicos de House acabaram. E ninguém quer lhe receitar novas doses, temendo a ação do detetive Tritter, que já está gerando problemas graves para Wilson (esta será a 3ª linha de ação). Foreman, Cameron e Chase pensam em suas carreiras e se negam a atneder ao “pedido-ordem” de House. No final, Cuddy lhe passa uma receita, como forma de provar que ele precisa, de fato, dos analgésicos. Mas ela aprova a reação dos assistentes do Dr. Gregory.
3. A Amizade: depois de ajudar House, ao confirmar no depoimento a Tritter que as assinaturas diferentes eram sempre dele, Wilson começa a se ver perseguido pelo detetive, e pressionado a entregar House. Primeiro, como vimos no episódio anterior, ele tem sua conta bloqueada; neste episódio, lhe tomam o carro, considerado “evidência” na investigação; depois, descobre que sua licença para receitar medicamentos foi suspensa. Isto gera a necessidade constrangedora de pedir a outros médicos que receitem medicamentos a seus pacientes.
Num determinado momento, no auge da discussão sobre o caso, Wilson entra na sala e pede a alguém que preencha uma receita, mas House o ignora e não permite que ninguém saia da sala, pois estão discutindo o caso.
Ao longo do episódio House passa a sentir fortes dores no ombro. Certamente, reflexo do stress e de certo remorso pela situação com Wilson, nunca abertamente revelado.
No final, e no momento mais significativo do episódio, Wilson está num ponto de ônibus, sob frio e House passa de moto. Para a sua frente, olha, não diz nada e vai embora. Momentos antes haviam discutido e Wilson mostrou quão mesquinho era House, sempre procupado apenas com seus problemas.
A temporada mostra que House, depois de voltar “melhor”, sem dor, e com a perna recuperada, caiu em profunda depressão com a recaída. Mais ácido, mais ranzinza, mais mesquinho. E a série só ganha com isso.