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UncategorizedMay 4, 2007 10:57 pm

Alex Skolnick é um guitarrista que apareceu na banda de metal Testament - que, honestamente, vale apenas para os aficcionados pelo gênero.

Mas, como todo bom guitarrista de rock que se preze, Skolnick toca muito e passeia por muitas outros ritmos e climas. Tem trabalhos interessantíssimos com o baixista Michael Manring - o álbum “Tonk” é excelente -, fez parte do Attention Déficit, também com Manring e formou o “Alex Skolnick Trio”. Todos trabalhos com forte veia jazzística, virtuosismo, mas agradáveis.

Para começar bem o final de semana, que promete ser de frio, veja a versão deles para “Detroit Rock City”, um dos muitos clássicos do Kiss.

www.alexskolnick.com


Uncategorized 10:41 pm

O título do episódio remete a uma comida mexicana, chamada “Guacamole”. Como toda comida mexicana, é apimentada e, mesmo para padrões brasileiros, pesada.

Bobagem isto que eu escreví. Fui pesquisar, o que é sempre bom antes de escrever. “Whac-a-Mole” é um jogo muito simplório do Nintendo. Remete, portante, à ação 1, que está abaixo. Agora sim.

O episódio tem 3 grandes linhas de ação, o que o tornou muito interessante:

1. O CASO: rapaz de uns 18/20 anos que trabalha num buffet infantil chega ao hospital após enfarto. O detalhe é que ele cuida de um casal de irmãos novinhos desde a morte dos Pais.

O grande barato do caso foi a disputa que House criou entre os 3 médicos da equipe. As opiniões dos três não convergiam e House decidiu dar a cada um a chance de prvar que seu disgnóstico estava correto. Neste momento, ele escreve algo num envelope e informa que só revelará após a solução do caso.

Entre idas e vindas, pioras e melhoras - quando nenhum dos 3 conseguiu, de fato, solucionar o problema - House descobre que há um problema imunológico de origem genética, que foi desencadeado pelo stress de ter que ser responsável por irmãos pequenos. Mas havia uma solução: o irmão mas novo era compatível com a doação de medula e isto traria grandes chances de cura. Chegamos ao grande dilema do episódio: o paciente rejeita a doação, dizendo que o irmão poderia sofrer. Foreman insiste no transplante, mas percebe que a recusa é, na verdade, uma forma do paciente colocar os irmão sob assistência social, e tirar este “fardo” de suas costas. mesmo que isto significasse idas constantes ao hospital.

Para algumas pessoas, nem toda recompensa moral vale alguns sacrifícios.

2. A Necessidade: os analgésicos de House acabaram. E ninguém quer lhe receitar novas doses, temendo a ação do detetive Tritter, que já está gerando problemas graves para Wilson (esta será a 3ª linha de ação). Foreman, Cameron e Chase pensam em suas carreiras e se negam a atneder ao “pedido-ordem” de House. No final, Cuddy lhe passa uma receita, como forma de provar que ele precisa, de fato, dos analgésicos. Mas ela aprova a reação dos assistentes do Dr. Gregory.

3. A Amizade: depois de ajudar House, ao confirmar no depoimento a Tritter que as assinaturas diferentes eram sempre dele, Wilson começa a se ver perseguido pelo detetive, e pressionado a entregar House. Primeiro, como vimos no episódio anterior, ele tem sua conta bloqueada; neste episódio, lhe tomam o carro, considerado “evidência” na investigação; depois, descobre que sua licença para receitar medicamentos foi suspensa. Isto gera a necessidade constrangedora de pedir a outros médicos que receitem medicamentos a seus pacientes.

Num determinado momento, no auge da discussão sobre o caso, Wilson entra na sala e pede a alguém que preencha uma receita, mas House o ignora e não permite que ninguém saia da sala, pois estão discutindo o caso.

Ao longo do episódio House passa a sentir fortes dores no ombro. Certamente, reflexo do stress e de certo remorso pela situação com Wilson, nunca abertamente revelado.

No final, e no momento mais significativo do episódio, Wilson está num ponto de ônibus, sob frio e House passa de moto. Para a sua frente, olha, não diz nada e vai embora. Momentos antes haviam discutido e Wilson mostrou quão mesquinho era House, sempre procupado apenas com seus problemas.

A temporada mostra que House, depois de voltar “melhor”, sem dor, e com a perna recuperada, caiu em profunda depressão com a recaída. Mais ácido, mais ranzinza, mais mesquinho. E a série só ganha com isso.

Uncategorized 1:18 pm

Vou falar do episódio das 22 hs, fazendo um pequeno comentário, que é relevante, sobre o episódio das 21 hs, “Teacher’s Pet”: dando sequência ao trauma causado no anterior - “Wayne’s World” - Stark contrata um segurança particular para sua filha Julie. O resto foi dentro do esquema tradicional da série: crime, investigação, julgamento, culpado.

No 2º episódio, “Starlet Fever”, foi mantida a premissa básica da série. Ou seja, “Shark” foi o que é de melhor: investigação heterodoxa e disputa em tribunal. Mas o que tornou o episódio interessante foi a temática: a necessidade da fama - especialmente em Los Angeles - versus a falta de privacidade, exemplificada na figura dos paparazzi.

A premissa é simples: jovem atriz, drogada, sai da balada e tem seu carro lançado num barranco de forma proposital, por outro carro. O enredo se desenvolve sob a tese de que algum paparazzi a tenha seguido e, fortuitamente - ou propositalmente - a tenha lançado no barranco.

O interessante é que todos os envolvidos - paparazzi, padrasto da vítima, irmã da vítima, ex-namorada do padrasto - tinham interesses financeiros e/ou objetivo de se tornarem famosos.

A indústria do entretenimento é pródiga em criar estrelas e “matá-las” a seu bel-prazer. Os paparazzi e tablóides de fofoca são parte importante desta indústria, e o episódio mostra bem esta relação de interdependência, com simulações de brigas e namoros, apenas para que astros e estrelas tenham seus nomes maciçamente estampados nas capas dos jornais e comentados em programas de TV.

O episódio se desenvolve com testemunhas, réu, suspeitos, enfim, todos os envolvidos querendo, de alguma forma, usufruir de parte deste negócio. Então o padastro - que também era amante e empresário da vítima - seria demitido e perderia tudo; sua ex-namorada testemunharia contra ele, mas já tinha vendido os direitos do depoimento e da estória para uma produtora de filmes; uma suspeita confirmou que forjava brigas com a vítima, apenas para aparecer nas manchetes; a irmã “traia” a vítima com o padrasto, pois este dizia que ela seria uma estrela e tinha mais talento que a irmã; e um paparazzi garantiu que nenhum deles a mataria, pois suas fotos valiam ouro. Ou seja, todos querem um lugar ao sol, cada um cuidando de seu interesse.

Neste meio tempo, Julie - a filha de Stark - segue vigiada pelo guarda-costas, e parece estar rolando uma aproximação. Num dos bons momentos do episódio, o guarda-costas, por uma questão profissional, leva Julie a uma festa - supostamente do ator Owen Wilson - onde ela é “descoberta” por um caça-talentos, que a convida para participar de um casting para o reality show “America’s Next Top Model”.

Na resolução do caso, por conta de um ex-namorado da vítima, um “ninguém” que ela havia conhecido numa clínica de reabilitação, chega-se ao assassino, o padrasto, que é condenado.

Um bom episódio, que trabalhou de forma interessante e ácida o mundo das celebridades, suas necessidades e problemas.

Uncategorized 12:41 pm

Ontem foi uma noite especial para as TVs. Tanto na TV Aberta (antena) como na TV Paga (cabo), nós, pobres telespectadores, fomos brindados com surpresas “agradabilíssimas”.

A Record anunciou a estréia da série “House” - batizada no Brasil de “Dr. House” - para as 0:15 de quinta para sexta. Pois bem, imaginava-se que começariam pela 1ª temporada, episódio-piloto. Que nada! Bobagem! Transmitiram sim o 1º episódio, mas da 2ª temporada! Ou seja, a série já começa descontextualizada.

Em compensação, na TV Paga, nossa tradicionalmente atrapalhada Fox conseguiu mais um feito para sua vasta coleção: nas quintas, às 21hs, ela reprise o episódio da semana anterior de “Shark”, para apresentar um episódio inédito às 22hs. Ontem, por alguma força extra-terrestre, e sem divulgação prévia, eles apresentaram DOIS episódios inédidos!

Não é nada, não é nada, não é nada mesmo. Apenas uma falta de respeito com o telespectador, que começa acompanhar uma série na metade, e perde um episódio que poderia ser importante em outra. É só divertimento, mas respeito com o consumidor é sempre bem vindo, por menos relevante que seja o produto consumido.

Fica aqui um singelo lema: “No cabo ou na antena, telespectador só vê problema”.