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April 27, 2007

House - “Son of a Coma Guy”

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Um episódio à prova de balas! Este é o sentimento ao final de “Son of a Coma Guy”.

Primeiro, porque o esquema natural foi alterado. Havia o doente de plantão, que mereceu a devida atenção da equipe, mas não era ele exatamente o foco. Vamos aos fatos.

O episódio começa com House fazendo um lanche no quarto onde ficam os pacientes em coma. Nisso chegam Dr. Wilson e em seguida o filho de um dos pacientes. Após um teste “à la House”, ele diagnostica uma doença no rapaz, que é internado. Pois bem, nas idas e vindas da avaliação - com as habituais tentativas e erros de diagnóstico e piora do paciente - House decide que a doença é genética. Como o único parente vivo do rapaz é o pai, em coma, House decide acordá-lo (PS: não sei se o processo de “reanimação” do paciente é possível, mas como os procedimentos e doenças sempre fazem sentido, acredito que seja possível). Daí começa o episódio.

O paciente é acordado, sabe que o procedimento de House durará no máximo dois dias, quando o efeito da droga utilizada cessará, e resolve curtir o mundo que lhe ficou para trás nos últimos 10 anos. House o segue, tentando encontrar na conversa algo que justifique sua idéia de que a doença do filho é genética. E vão para Atlantic City no carro de Wilson.

Um break rápido: durante isso, a equipe constinua a tratar o rapaz, e o policial Tritter volta ao hospital para conversar com os membros da equipe. Todos defendem House, justificando a necessidade dos analgésicos, mas é Foreman quem melhor se sai, dizendo que House é um idiota (sic), mas quem não há porque duvidar de sua dor.

Voltando a Atlantic City. O grande lance deste episódio foi ver um Dr. Gregory House sem sua armadura. Ao lidar com alguém que voltaria ao coma em poucas horas, House perde sua capacidade de aterrorizar os pacientes e fica vulnerável, na tentativa de encontrar respostas à doença do rapaz no hospital. E, para responder às perguntas de House, o paciente em coma exige que antes, House responda perguntas suas.

Em mais uma brilhante atuação de Hugh Laurie, vemos feições de ternura e certo medo inimagináveis em House. Até o ápice, quando o paciente lhe pergunta por que ele decidiu ser médico, se não gosta de gente? Indo direto ao ponto, a reposta é algo como “não importa quem faz, nem para quem se faz; o que importa é o que se faz”.

No hospital, Foreman descobre que o paciente-filho tem um problema no coração e precisa de um transplante, se não morrerá. Daí temos outro momento brilhante, quando o paciente-pai diz que quer doar seu coração, dado que é o único compatível. Obviamente, ao consultar Cuddy ela rejeita a situação. Mas no hotel em Atlantic City, House pede que Wilson saia do quarta e inicia um diálogo com o paciente-pai dizendo: “Comprimidos são mais rápidos, mas podem afetar o coração; enforcamento é mais doloroso, mas menos traumático, e a melhor alternativa pode ser a asfixia”.

O resto é o de sempre: o paciente sobrevive, Cuddy fica louca da vida quando percebe que House induziu o paciente-pai ao suicídio e pronto. O que ficou de relevante neste episódio foi a chance de ver um House despido de sua prepotência habitual, ao mesmo tempo em que sua equipe o defendia com fidelidade canina. Um episódio grandioso. À prova de balas.

1 Comment »

  1. Vc esqueceu de falar da cena em que Wilson finge o alibi no restaurante, maravilhosa cena. E o procedimento de acordar pacientes em coma deve ser verdadeiro devido o fato da equipe de roteiristas contar com a ajuda de três medicos verdadeiros e especialistas em areas determinadas.

    Comment by Eder — April 28, 2007 @ 2:00 am

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