Criminal Minds - “Profiler, Profiled”
Na correria do dia acabei esquecendo de falar do episódio de ontem de Criminal Minds. Seguindo a sequência dos 2 episódios anteriores, este também apresentou uma dinâmica diferente. O agente Derek Morgan, em visita á sua cidade natal, é acusado da morte de 3 garotos, nos últimos 15 anos.
O episódio se desenrola de forma interessante. Desde o início, apesar das aparências, sabemos que Morgan não é o assassino. Mas com uma “mãozinha” de Gideon - que a pedido de um investigador da polícia local, fez o perfil de um assassino de garotos, sem saber que o suspeito era Morgan - o investigador conseguiu prendê-lo.
A equipe de Hotch e Gideon chega a Chicago - cidade onde se passa a estória - e tenta provar a inocência de Morgan. Ao longo do episódio as questões vão se encaixando, e o desfecho é natural, ainda que seja possível desvendá-lo antes do bloco final. O verdadeiro assassino é uma espécie de “herói” local, que ajuda meninos negros a saírem das ruas, colocando-os em faculdades, dando-lhs melhor caminho na vida. Só que este bom-mocismo tem em troca um comportamento pedófilo, que é escondido por todos os garotos, pois a ajuda do criminoso é a única forma de melhorarem de vida. E rapazes foram mortos pois estavam prestes a denunciá-lo, e o investigador acreditava que o criminoso seria Morgan por conta de fatores do passado e de uma armação do criminoso real.
O mais interessante do episódio foi justamente a tensão criada em cima de algo que nós sabemos não ser verdade. Um jogo de “gato-e-rato”, fatos do passados escondidos, reviravoltas simples, mas factíveis. E a utilização do perfil psicológico de forma sustentável - sem achismos e conclusões a partir do nada. E é assim que Criminal Minds consegue atingir seus melhores momentos.
