Quinta-feira é dia de duas personalidades marcantes da TV atualmente: Shark (Fox, 22hs) e House (Universal, 23hs). Os episódios de hoje prometem. Se chegar a tempo do futebol - dizem que até os 30 anos você joga para se divertir, e depois dos 30 joga para divertir os outros…ou seja, vou divertir uns outros - amanhã comento sobre o que ví. Se não, aguardarei a reprise, no final de semana.
Amy Winesouse é uma cantora inglesa que faz a linha “old school jazz”. Sua música lembra os clássicos dos anos 50, e sua voz remete a Billy Holliday e todas as grandes cantores de classic jazz. Inclusive a música é mixada e gravada de forma que a sensação é de que se está ouvindo um álbum daquele período. Para quem tem menos de 40 anos - como é meu caso, diga-se de passagem! - não é fácil ouvir um álbum inteiro, na sequência. Por isso, do mais recente apresentou “Rehab”, que é, sem dúvida, a melhor delas.
Taí uma série original. Ainda que tenha 2 cirurgiões plásticos como personagens principais, não dá para considerá-la uma “série médica”. Apesar da fina ironia e das tiradas de humor politicamente incorreto, não é uma “comédia”. Tem seus mistérios, mas não é possível classificá-la como “suspense”. No fim, chamamos de “drama” por não saber muito bem como definí-la. E esta é a melhor caracter´sitica de “Nip/Tuck”.
Como ela trafega numa estrada que circula e esbarra em todos os gêneros, tem liberdade suficiente para que seus textos um tanto bizarros, ácidos e muitas vezes politicamente incorretos nos prendam no sofá. A estrutura da série é simples: trata da vida pessoal de dois cirurgiões plásticos, seus pacientes, seus dilemas, suas angustias. Ao longo das temporadas há sempre um grande mistério e blocos de “mini-mistérios” que duram 3 ou 4 episódios, de forma que, apesar da premissa simples, a série sustente de forma consistente uma temporada completa.
A 4ª Temporada está no ar. Em 5 episódios já tivemos um recém-nascido com “mãos-de-lagosta”, uma enfermeira que teve um rim roubado num daqueles golpes tipo “Boa Noite, Cinderela”, um filho que se converte à Cientologia, uma chucra que fica milionária após ganhar na loteria, um caso entre padastro e enteada, crises de homossexualismo, venda da clínica para um milionário idoso e sua jovem esposa, ufa, enfim, muitas outras coisas rolaram.
O recado que eu gostaria de passar é o seguinte: assista “Nip/Tuck”. Sem preconceitos, sem visões pré-concebidas de mundo. Divirta-se fazendo parte da vida dos Drs. Troy e McNamara.
Nip/Tuck - Quarta-feria, 22hs, na Fox. Reprises aos Sábados, às Meia-Noite.
