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UncategorizedApril 11, 2007 11:58 am

As séries policiais têm sempre a mesma temática: um grupo de agentes de um órgão qualquer do Governo Americano é chamado para solucionar um crime. O que diferencia as séries é a forma como os crimes são desvendados. Daí, utilizam ciência forense (CSIs, NCIS), estudo dos ossos (Bones), investigação básica (Law & Order, Without a Trace, Cold Case), estuo dos números(!?!) (Num3ers). Dentre todas, se destaca uma que é única em seu propósito: CRIMINAL MINDS.

A idéia é excelente: estudo do comportamento humano, especialmente de Serial Killers. Formado por um elenco muito bom, com destaque para Mandy Patinkin (Jason Gideon, o chefe da equipe), Thomas Gibson (Aaron Hotch) e Matthew Gray Gubler (Dr. Reid) e textos interessantes, Crimanal Minds é uma série muito boa, mas irregular. Alguns episódios são ótimos, mas outros óbvios e, por vezes, cansativos.

Em sua 2ª Temporada, o episódio de ontem (Lessons Learned) pode ser alocada facilmente como um dos 3 melhores da existência da série. O mote é simples: foi encontrado pela polícia material para desenvolvimento de armas biológicas (ao longo do programa descobre-se que é Anthrax) e através das pistas chega-se a um prisioneiro em Guantánamo. Gideon, Dr. Reid e a agente Prentiss vão para lá tentar obter mais informações sobre a célula terrorista.

A partir da chegada dos 3 a Guantánamo temos cenas memoráveis. Desde a forma de aproximação de Gideon ao prisioneiro, passando por diálogos fortes e convincentes, até a descoberta - por nós e pelo prisioneiro - da estratégia usada por Gideon para conseguir as informações que queria. Tudo é muito bem concatenado e lógico, recheado por uma interpretação excepcional do ótimo Mandy Patinkin.

Num momento em que o mundo das séries está tão recheado de dramas policiais que as tramas parecem todas requentadas, este episódio de Criminal Minds foi um sopro de qualidade. Se você não acompanha, dê uma espiada. Se já vê, entende o que estou dizendo.

CRIMINAL MINDS, toda terça, 21:00, na AXN (reprise aos domingos, às 19:00).

Uncategorized 11:12 am

Nunca havia assistido “24 Horas”. Tentei alguns episódios, mas não dá apara acompanhar esta série de forma aleatória. Ou se pega a sequência, ou já era. Assim, ainda que tenha “brigado” com minha esposa ontem por isso - conseguí “convencê-la” porque não havia nada de interessante em outros canais - decidí assistir à estréia desta temporada.

A Parte Boa
Gostei da edição. Ágil, objetiva, por vezes nervosa. Gosto da idéia da “hora corrida”. O tema, apesar de “batido” e óbvio - de cara “matei” que havia uma armação por parte do bandidão, mas é coisa de anos vendo séries policiais… - faz parte do rol das minhas preferências. E Kiefer Sutherland é ótimo ator.

A Parte Ruim
O restante dos personagens me pareceu caricato demais. Por mais que seja uma ficção, e se eu quisesse realidade veria Discovery Channel ou History Channel, o Presidente e parte da equipe da CIA são caricatos demais. Aliás, nenhum Presidente usaria aquele cavanhaque cafajeste. Mas isto é o menor dos males. No fim das contas, após a cena final, “24 Horas” ficou parecendo, pra mim, a reencarnação de um mix de “Rambo”, “Duro de Matar” e qualquer coisa que o Governator tenha feito na carreira. Muito forçado.

Aos que gostam, sorry, mas aquela cena à la Hannibal do final do episódio foi de lascar. Especialmente quando vemos que temos vilões tão poderosos e sofisticados. Como o bandidão-mór saia da sala para atender um telefone e deixa um "Highlander" sozinho?

OK, até continuarei vendo, uma vez que neste horário não tem nada melhor. Mas que fiquei decepcionado, fiquei.