Babel - uma grande enganação
No último final de semana, pré-Oscar, resolvemos minhas mulher e eu assistirmos algum dos indicados ao Oscar de Melhor Filme. Já tinhas visto o ótimo "Pequena Miss Sunshine" e, dentro os outros, optamos por "Babel" - eu queria ver "Os Infiltrados", mas não encontramos dia e hora aceitáveis.
Que filme chato! Ruim mesmo! Uma grande decepção.
A idéia de contar 3 estórias que se conectam, de forma simultânea, não é nova, mas tudo bem, não é um problema por si só. O problema é que duas das estórias, (1ª - envolvendo um casal de Americanos em viagem ao Marrocos e 2ª - envolvendo seus filhos e a empregada Mexicana) são de um nonsense absurdo. A impressão é de que tentaram provar que a "Lei de Murphy" existe!
Aliás, além de "tudo acontecer ao mesmo tempo agora", o desenrolar das estórias contém tantos equívocos - erros crassos cometidos pelos personagens para que as estórias se sustentassem e se prolongassem - que é irritante.
Já a terceira estória, que se passa no Japão, é coesa e interessante. Envolve pai e filha - esta, surda e muda - cujo mãe da família se suicidou. A estória é sensível, as atuações são precisas. A única parte interessante num filme supervalorizado.
