UncategorizedNovember 20, 2006 7:00 pm
A grande graça do Mundo livre é poder ter opinião. Gostar disso, não gostar daquilo. Aceitar aquele outro. Não fosse assim e, convenhamos, seria tudo muito chato. É mais ou menos como torcer para a Seleção Brasileira: se ganhar, de quem vou tirar um sarro?
Na música, esta questão de "gosto" fica muito explícita, especialmente num país como o Brasil, povoado por ritmos populares e particulares de cada um de seus cantos. Fica difícil ver ritmos "menos populares" povoando as rádios, tv’s e revistas. Logo, gostar de jazz - entre outros estilos - como é meu caso, parece coisa de extra-terrestre. Acho que até é mesmo, mas deixa isto pra lá.
Dentre tantas vertentes, o chamado "free jazz" ou "jazz contemporâneo" é um dos meus favoritos. Dentro dele mora uma de minhas bandas favoritas: Béla Fleck & The Flecktones.
Costumo dizer que pode existir banda do mesmo nível, mas não há ninguém melhor no Mundo! É um pouco - só um pouco! - exagero de fã. Mas eles são geniais. Quem ouve o bandjo de Béla Fleck, o baixo de Victor Wooten, o sax de Jef Coffin e a bateria de Future Man fica imediatamente hipnotizado pela melhor música já eita sob a face da Terra. Pura poesia que constrói e destrói a cada nota.
Existem vantagens e desvantagens em conhecer o jazz através de Béla Fleck & The Flecktones: a vantagem óbvia é que você estará de frente com o que há de melhor na música e o difícil será se livrar do vício; o ruim é que haverá pouco para ouvir depois deles.
Visite o site www.flecktones.com e conheça um pouco mais sobre eles. Vale a pena.